sexta-feira, 30 de julho de 2010

Em Veneza, mas sem postagens temporariamente

Ciao, amigos!

Estou em Veneza e a cidade é tudo aquilo que sonhei! Linda, linda, linda! Contudo, não consigo usar a wifi do hotel e o ponto de internet que eles tem aqui disponível para os hóspedes não consegue ler meu pen drive, por isso ficarei um tempo sem postar até encontrar um lugar onde eu possa usar o pen drive. Mas não se preocupem porque tenho escrito tudo e tirado inúmeras fotos! Assim que der colocarei tudo aqui!

Arrivederci!

VIAGEM REALIZADA EM JULHO/AGOSTO DE 2010

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Ultimo dia em Milano, com Leonardo DaVinci

Ciao,amigos!

Cá estou eu numa Lan House tentando contar pra vocês como anda minha viagem, já que, decididamente, a internet do hotel não pega nem por decreto lei!
Hoje o dia foi bom! Comecei a simpatizar com Milão, embora ache os milaneses muito parecidos com os cariocas em alguns aspectos! Aqui parece que ninguém tem pressa pra nada, todos andam pelas ruas como se estivessem passeando (e eu não estou falando dos turistas!), mas até que a cidade parece bem interessante...
Fui até a Igreja de Santa Maria della Grazie, que é na verdade um convento, onde Leonardo DaVinci pintou o famoso afresco “A última Ceia”. Como eu já tinha comprado o ingresso com antecedência pela internet (ainda bem, pois estava com lotação esgotada para as próximas duas semanas!) foi só trocar na bilheteria e esperar. Já que havia chegado cedo, resolver conhecer a Igreja, que é uma graça e tem suas paredes pintadas com afrescos de vários pintores menos famosos que DaVinci.







Quando deu a hora marcada, eu e mais 22 pessoas entramos. Como eu havia dito em um post anterior, só é possível entrar até 25 pessoas de 15 em 15 minutos. A gente passa por duas salas de “despoluição” para podermos finalmente entrar na sala com a pintura de Leonardo, já que hoje em dia a pintura é protegida por um sofisticado sistema que filtra a poluição e controla a temperatura. É enorme! Uma parede inteira (claro que não se pode fotografar para não danificar a obra)! Fiquei ali observando aquela pintura tão famosa e tão deteriorada pelo tempo. Ela já foi restaurada inúmeras vezes e a última foi em 1999, depois de mais de 20 anos de árduo trabalho, a pintura que vemos hoje é o resultado dessa restauração.
Descobri que DaVinci chegou a Milão em 1482 e recebeu dos Duques Milaneses a encomenda de inúmeros trabalhos, incluindo a “Santa Ceia” no convento de Santa Maria della Grazie. Só que ali, não usou a técnica convencional do afresco (aplicar a tinta sobre o gesso úmido) porque isso faria com ele tivesse que concluir a obra com rapidez, já que, uma vez seco, não é possível modificar a pintura. Nessa obra, ele usou uma técnica nova na época chamada “a seco” que consistia em aplicar têmpera sobre o gesso seco, o que permitia que ele obtivesse um melhor aproveitamento da luz e da sombra e pudesse demorar o tempo que quisesse para terminar, pois essa técnica permitia modificações na obra. Tanto que ele demorou 4 anos para finalizá-la, de 1494 a 1498! No entanto, essa técnica tornou a pintura extremamente frágil e documentos da época dizem que após 5 anos ela já começou a se deteriorar.
Em 1943, durante a segunda Guerra, uma bomba caiu sobre a Igreja provocando a queda do muro da sala (milagrosamente a obra sobreviveu!) e até 1947 ela ficou exposta a céu aberto, enquanto terminavam a reforma das partes destruídas.
Passados 15 minutos, somos convidados a deixar o local, mas não sem antes reparar outra obra, na parede em frente, chamada “A crucificação” de Giovanni Donato (1495), contemporâneo de DaVinci e que usou a técnica normal do afresco para fazer sua imensa e linda obra. É impressionate ver a diferença de conservação delas, pois a de Donato mantêm as cores vivas, já a de DaVinci, apesar de todas as restaurações, está esmaecida.
Na saída há uma reprodução da “Santa Ceia”, em tamanho bem menor, que se pode fotografar e uma lojinha de souvenirs com tudo o que você puder imaginar sobre a vida e a obra de Leonardo DaVinci.



Foi um passeio breve e muito enriquecedor. Gostei muito! Saí de lá leve, leve! Tanto que resolvi voltar andando até o Duomo. No caminho passei por uma Igreja lindíssimma chamada San Maurizio. É uma igreja barroca com afrescos em todas as paredes! As fotos não dão a dimensão do que é! Fiquei encantada!




Dali fui até a Via Dante, uma rua de pedestres que liga o Duomo ao Castelo Sforzesco e que tem uma estátua equestre de Garibaldi que também andou por essas bandas de cá.
Comi algo perto do Duomo e depois fui até a estação de metrô Loreto, onde, na saída, há vários camelôs vendendo malas ótimas e baratas. Como a minha mala começa a ficar pequena, resolvi comprar outra um pouco maior. Consegui até um desconto de 10 euros! Acho que meu italiano está melhorando!




Aproveitei para, no fim do dia, ir até a Estação Milano Centrale e comprar todas as minhas passagens, já que há um balcão da “Trenitlalia”, a concessionária que administra todos os trens no país. Assim eu não preciso comprar em cada estação que chegar. Fica mais fácil.
Fechei minha estadia em Milão de forma muito prazerosa e amanhã parto rumo à Veneza, a cidade dos meus sonhos há 25 anos! Espero que ela me receba com os braços abertos pois eu estou indo de coração aberto para aproveitar o melhor que a cidade tiver para me oferecer!

Arrivederci!

VIAGEM REALIZADA EM JULHO DE 2010

terça-feira, 27 de julho de 2010

Passeio do Trem do chocolate, na Suiça

Ciao,amigos!

Estou na Itália! Mais precisamente em Milão. Cheguei ontem depois de 4 dias na Suiça, porém, antes de contar como andam as coisas na terra da pizza, vou narrar meu último dia na Suiça.
Domingo eu fiz o passeio que me trouxe até Genebra:o trem do chocolate! Há algum tempo eu tinha lido na revista “Viagem e Turismo” sobre esse trem e foi por causa dele que a Suíça entrou no meu roteiro desse ano.
Eu comprei, ainda no Brasil, a passagem pelo site http://www.goldenpass.ch que me custou 89 SF. Esse trem sai de Montreux, uma cidade que fica a uma hora de trem de Genebra. Peguei o trem bem cedo, com medo de chegar lá em Montreux e ainda ter de descobrir de onde partiria o trem, mas acabei chegando cedo demais, pois o trem do chocolate parte da mesma estação onde chega o trem vindo de Genebra. Resultado: Fiquei lá mais de uma hora esperando num frio danado (pois é, na Suíça faz frio mesmo no verão!Ainda bem que eu trouxe casaco!) em uma estação em que não há absolutamente NADA para fazer. Fiquei lá subindo e descendo as escadas rolantes, lendo todos os folhetos e cartazes e ouvindo meu MP3. Finalmente o trem chegou. Devia ser umas 9h. É um trem muito bonito, estilo Belle Époque, com cadeiras enormes e confortáveis.


Há dois guia que nos acompanham por toda a viagem. O trem saiu as 9h15 (atrasado! Na minha passagem estava escrito 09h12! Cadê a precisão suíça?? rsrs) e foi subindo uma serra, subindo, subindo...de repente lá estava eu de frente para os alpes suíços, para aquelas paisagens que a gente vê em filme de casinhas incrustadas na montanha com fumaça saindo pela chaminé e vaquinhas pastando ao longe...me lembrou um pouco a “Noviça Rebelde”(ok, era na Áustria, mas é parecido!). Depois de algumas curvas é possível ver o Lac Léman embaixo e o Mont Blanc ao fundo. Bem cara de cartão postal!


A primeira parte do percurso demora mais ou menos 1 hora e é servido um café da manhã com croissant recheado de chocolate, café ou chá a nossa escolha e um tabletezinho de chocolate suíço para aguçar o paladar. Lá fui eu apreciando a paisagem e tomando café em um trem como se estivesse no século passado! Pitoresco!
A primeira parada é na “Maison Gruyéres”, uma fábrica de queijo suíço em que somos recebidos com um audioguia explicativo em que é narrada toda a fabricação do queijo. O mais curioso é que no audioguia quem narra tudo é a vaca! Ela começa dizendo: “oi,eu sou a vaca, principal fabricante do melhor queijo suíço...” é engraçado!



No fim tem degustação de queijo, claro! E uma lojinha para quem quiser comprar mais. Dali um ônibus nos conduz a “Gruyére Village”, a pequena cidadezinha medieval onde morava o conde de Gruyéres (dizem que ele ganhou esse nome por causa de um pássaro da região chamado 'grue'). Nessa cidadezinha existe o castelo que pertenceu a essa família e a visitação fazia parte do ingresso do trem (para quem quisesse ir, não era obrigatório, muita gente ficou só olhando as lojinhas da cidade). O castelo é lindo! É uma mistura de 8 séculos de arquitetura, história e cultura. Ele é datado de 1270 e foi sofrendo várias modificações ao longo dos anos.



São 20 aposentos a serem visitadas no total, mas a que mais me impressionou foi a chamada “sala dos cavaleiros”! Os murais foram pintados no século XIX e tentam retratar aquela época medieval em que os cavaleiros lutavam por honra, justiça e dignidade.



O castelo por fora também é lindo e tem atrás um jardim em “estilo francês” ( Realmente lembra muito os jardins do palácio de Versailles), adorei o muro e a visão panorâmica que se tem lá de cima! Terminada a visita ao castelo, fui passear pelas ruelas de pedra, com casinhas cheias de flores nas janelas.


Fui até a Igreja, olhei alguma lojas, comi um crepe, comprei um ímã de geladeira como lembrança e já era hora de partir. O mesmo ônibus nos levou, então, para a cidade de Broc, onde fica nada mais, nada menos que a fábrica de chocolates da Cailler-Nestlé. Por fora parece uma fábrica comum, mas quando entrei a sensação que eu tive foi de estar na fábrica do Willy Wonka (só faltaram os Lumpa-Lumpas)! É que o passeio começa em um elevador cujas paredes são em alto relevo com motivos astecas e depois, a cada porta que se abre, entramos em uma nova sala com luzes, som, efeitos especias, cheiros e tudo mais que é possível para contar a história do chocolate, dede sua origem, até chegar a Suíça e se tornar a iguaria mais famosa de lá. É realmente um passeio encantador! No fim de tudo, chegamos a fábrica propriamente dita, vimos como o chocolate é feito, processado e embalado e por fim, abre-se à nossa frente uma sala com 22 tipos diferentes de chocolate para degustação! Uma delícia! E no fim de tudo, a loja, para quem quiser levar para casa aquele que mais gostou durante a degustação.


Saindo da fábrica, pegamos novamente o trem e retornamos a Montreux. De lá, eu ainda peguei outro trem e mais 1 hora de viagem até Genebra. Voltei direto para o albergue. Estava casada, mas com uma sensação boa de ter valido a pena! O passeio foi muito bonito e foi, sem dúvida, o melhor da minha estadia na Suíça. Foi exatamente como eu esperava!


Tentei dormir cedo pois meu trem saía hoje as 07h42 e seriam 4 horas até Milão. As duas primeiras foram boas pois as poltronas ao meu lado e à minha frente estavam vazias e pude ficar mais confortável, mas em dado momento, o trem foi enchendo e todas foram ocupadas. Dormi uma parte da viagem, mas é meio complicado dormir em trem, ainda mais viajando de segunda classe em que a poltrona nem reclina. Ouvi música, olhei a paisagem e pensei muito! Pensei em tudo o que eu estou vivendo, tudo o que estou descobrindo, tudo o que abri mão para estar aqui, todo o estudo e planejamento que vai virando realidade, toda a cultura que é tão diferente fora do nosso país, o jeito das pessoas reagirem, a maneira como elas se tratam...enfim, tive bastante tempo para pensar!
Eis que, finalmente, depois de 4 longas horas, cheguei a estação Central de Milão. Desci e descobri que estava mesmo na Itália! Muita gente se esbarrando, um tumulto só, um povo falando alto, muito calor e uma sensação de que brasileiros e italianos não são lá muito diferentes...mas o idioma, esse sim é bem diferente! Eu entendo tudo o que eles falam, mas quem disse que consigo lembrar das palavras na hora de falar? Me fazer entender está sendo um desafio, principalmente porque vim parar em um hotel em que os donos são tailandeses ou coreanos ou chineses ou de qualquer lugar da Ásia. A questão é que eles falam muito mal o italiano e eu não falo inglês, logo a nossa comunicação tem sido basicamente por mímica! Deus me livre de um dia ir a um país que eu no entendo a língua! Aqui já está sendo complicado...
O hotel se chama “San Tomaso” e, tirando a localização que é boa, o resto é lamentável. É estranho, sujo, com um staff que não fala italiano! Tinha que ser eu mesma para achar um hotel na Itália com pessoas que não falam a língua!Mas serão só 3 dias, então, posso aguentar.
Como eu cheguei muito cansada aqui, fiz pouca coisa hoje. Apenas fui ao Duomo (lindo, lindo, lindo!!!! De impressionar!) e à Galleria Vittorio Emmanuelle II, que é onde ficam as famosas marcas italianas: Gucci, Dolce & Gabanna, Armani, etc, etc, etc...A galeria tem uma arquitetura bem bonita.



Depois peguei um daquele ônibus turísticos para ter uma ideia da cidade, mas, como estava cansada, não fiz aquele esquema de subir e descer. Só passeei mesmo. Amanhã vou pegá-lo novamente e saltar para ver uns pontos turísticos. Comi uma pizza (deliciosa!) e voltei para o hotel. Minha primeira impressão de Milão é que ela se parece muito com o Rio de Janeiro. É quente, mas sopra uma brisa, tem gente para todo lado, todos muito simpáticos e uma arquitetura que mistura o antigo com o moderno. Contudo, amanhã irei conhecê-la melhor.

Arrivederci!

VIAGEM REALIZADA EM JULHO DE 2010

sábado, 24 de julho de 2010

Última postagem de Genebra

Bonjour amigos,

Essa postagem vai sem foto mesmo porque meu tempo na internet já vai acabar.
Fui à Catedral de Saint Pierre assistir ao concerto de órgão. Lindo! O rapaz tocou obras de Bach...voei longe até uma certa praia no Rio de Janeiro com concertos de música clássica...ai, ai...
Depois saí para dar uma última voltinha pela cidade já que amanhã devo voltar super cansada do passeio do "trem do chocolate" e talvez nem queira passear.
Genebra não me impressionou. Eu esperava bem mais. É uma cidade muito grande e com pouca coisa para se fazer. Vale a pena apenas para passar dois dias, mais que isso é exagero, a não ser que você queira torná-la uma base para alguns outros passeios!
Os suíços não são tão bonitos como imaginei, aliás, são bem comuns (ou serei eu que estou vendo todos comuns porque meu coração está ocupado?) e há muita gente estranha por aqui. Hoje mesmo vi um cara de idade já, numa bicicleta, bêbado, todo tatuado, sem camisa, com um casaco de couro estilo motoqueiro, uma minissaia plissada colorida e um sapato alto. Visualizou? Pois é...pode rir!
Aqui também tem muitos africanos e árabes, esses estão por toda parte! Impressionante! Paris estava cheia deles e aqui não é diferente.
Percebi que esse bairro onde estou é de pessoas mais humildes e onde se concentram os mendigos e pedintes. Como não saio à noite (aqui só escurece às 22h) não tive problemas, mas escuto da minha janela as brigas, confusões e batidas de carro na madrugada.
Hoje quase fui abordada por um ser, no mínimo, suspeito. Eu estava parada no sinal esperando para atravessar e abri meu mapa. Quando olho, um sujeito estranho com cara de mendigo vem na minha direção fazendo menção de falar alguma coisa. Nem esperei. Fechei o mapa e saí andando! Só ouvi ele dizer em francês: "Espere, brasileira!" pois eu tava com a minha mochila do Brasil. Nem dei ideia! Mal sabe ele que estava lidando com uma carioca acostumada aos mendigos do Rio de Janeiro. Não tenho noção do que ele queria, mas não fiquei para saber...cuidados que se deve ter quando se viaja sozinha.
De um modo geral tem corrido tudo bem, tenho entendido as pessoas (na medida do que meu parco francês permite) e tenho me feito entender. Hoje no trem para Yvoire até conversei uns 10 minutos com uma moça de Marseille! No início foi meio complicado,mas depois deu pra falar...
Creio que vou levar uma bela bagagem cultural dessa viagem, embora eu sinta muita falta da minha família, dos meus amigos e do meu namorado! Espero que a Itália seja mais animada que Genebra. Meu próximo post será de lá, direto de Milão!

A Bientôt!

VIAGEM REALIZADA EM JULHO DE 2010

Yvoire, uma cidade medieval

Bonjour, amigos!

Hoje fiz um passeio de trem a Yvoire, uma cidadezinha minúscula que fica no sul da França e faz fronteira com a Suiça. Demora uma hora de trem (não é exatamente um trem, é um ônibus em formato de trem). Fui pela "Trolley et Train Tours" (custo: 49 SF) que sai do Quai du Mont Blanc, beirando o Lac Léman. Aliás, nesse tour eu descobri que esse é o maior lago de água doce da Europa Ocidental!
O passeio é bem gostoso, vai por várias cidadezinhas (essas sim com cara de Suiça!) até chegar em Yvoire, que, como toda cidade medieval, era murada. Tudo é muito pequeno e muito florido. Em 2horas dá tempo de andar por toda a parte murada.
Em 2002, Yvoire representou a França em um concurso e ganhou o troféu de "cidade mais florida e com mais variedade de flores" e realmente, para qualquer lugar que se olhe, só se vê flor! Uma graça!



Passeei bastante e descobri um Labirinto de plantas feito para representar o homem na busca pelo paraíso! São 9 partes. As cinco últimas são as mais interessantes pois cada jardim representa um dos sentidos do ser humano (paladar, olfato, tato, visão e audição) e as plantas ali colocadas tem a ver com isso: no do paladar estão frutas, no do olfato as flores mais cheirosas, no do tato a gente pode tocar nas plantas para sentir sua textura, no da audição está uma fonte com o barulho das águas e no da visão estão as flores mais coloridas que misturam azul, púrpura e todos os seus matizes. É lindo!









Saí de lá feliz com tanta paz! Tirei um milhão de fotos do lugar, comi um crepe e voltei para esperar o trem de volta. Foi um passeio muito interessante, na verdade, acho que foi a melhor coisa que fiz em Genebra até agora. Agora vou sair de novo para ir até a Igreja de Saint Pierre assistir a um concerto. Se, quando eu voltar, meu cartão de 24horas da internet ainda estiver valendo, conto como foi.

A Bientôt!

VIAGEM REALIZADA EM JULHO DE 2010

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Genebra II, dia de sol!

Bonjour, amigos!

Hoje acordei tarde! Muito tarde! É que dormi mal à noite, pois há muito barulho aqui na rua do albergue, apesar dela ser uma rua que quase não tem trânsito, mas o que tem de criança berrando, adulto falando alto e caminhão de lixo reciclável passando é uma loucura! Enfim, como estou de férias, me dou ao luxo de acordar a hora que meu sono acabar, até porque, como eu estava ficando resfriada, achei melhor descansar um pouco mais.
Quando eu estava saindo do albergue, cruzei com um brasileiro, chamado Giovanni, fazendo check-in e saímos juntos para explorar a cidade. Fomos até a praça principal (se é que ela pode ser chamada assim porque o que mais tem por aqui é praça!) para ver a Catedral de Saint Pierre, uma Igreja de 1150 feita com elementos góticos e romanos, cuja fachada foi baseada no Pantheon romano. Dali continuei meu percurso sozinha, pois o Giovanni queria ir a outros lugares.





Durante a época da Reforma Protestante, essa igreja foi reservada aos cultos da nova religião de Calvino e Genebra acabou se tornando uma cidade protestante. Tanto que existe, ao lado da Igreja, um "Museu da Reforma" que mostra toda a trajetória dos líderes desse movimento religioso aqui na cidade. O lugar é um tanto sinistro, tem bíblias antiquíssimas e várias informações de como os protestantes foram perseguidos naquela época, mas infelizmente não é possível fotografar. O ingresso custou 10 SF (francos suiços) e acho que valeu a pena pela história do lugar.



De lá fui almoçar em um restaurantezinho bem simpático chamado "Chez ma cousine" (6, Place du Bourg-de-Four, Vieille-ville) e comi um delicioso frango com batatas e salada por menos de 20 SF, o que para os padrões suiços, é bem barato.



Voltei andando para o Jardin Anglais e resolvi fazer um passeio de trenzinho que vai beirando o lago (8 SF). Foi bom. O dia estava bonito e deu para tirar boas fotos.





Genebra não se parece muito com aquela Suiça que a gente tem na cabeça, mas é bonitinha. Contudo me arrependi um pouco de ter reservado 4 dias para ficar aqui. Dois seriam suficientes e eu poderia ter passado mais dois em Paris, mas tudo bem...nem sempre os lugares são como a gente gostaria.
As pessoas daqui são muito simpáticas e atenciosas, mas parece uma cidade cosmopolita demais. De qualquer modo, estou aproveitando e amanhã devo fazer um passeio a Yvoire de trem, naquela mesma companhia do trenzinho que andei. Yvoire é uma cidade no sul da França, mas como fica muito perto de Genebra há esse passeio de trem. Espero que seja divertido. E no domingo tem o passeio a Montreux para ir no "trem do chocolate", esse, sim, está sendo ansiosamente aguardado!
Se eu não estiver muito cansada, conto como foi no próprio domingo, senão, só quando eu chegar em Milão na segunda-feira, pois no hotel de lá a internet é grátis.

A Bientôt!

VIAGEM REALIZADA EM JULHO DE 2010

Genebra

Bonjour, amigos!

Estou em Genebra. Cheguei ontem, vinda de Paris, mas antes de contar minhas aventuras em terras suiças, vou narrar meu último dia em Paris. Na quarta-feira eu tinha ficado de me encontrar com o Leo novamente para irmos ao Museu Eugene Delacroix, mas ele se enrolou com a mudança de albergue e acabamos não nos vendo mais. Fui sozinha ao museu. Ele fica em uma pracinha simpática bem atrás da Igreja de Saint Germain des Prés. Na verdade ali foi a casa em que Delacroix viveu nos últimos anos da sua vida. Eu só conhecia uma obra dele (“ A liberdade guiando o povo” que está no Louvre). O Museu é pequeno e tem poucas obras. A maioria são quadros pequenos. Bonitos, mas bem longe da imponência do quadro que eu conhecia.





Saindo de lá, resolvi passar na Igreja de Saint Germain, até porque, ano passado quando estive lá, a bateria da máquina havia acabado e não pude tirar fotos internas.
Eu não me lembrava como essa Igreja era bonita! Ela é a mais antiga de Paris, datada do ano de 900. Fiquei um tempo lá dentro. Acendi até uma vela! Eu, que nem católica sou!! Mas eu tinha lá meus motivos...Tirei fotos e fiquei apreciando o belo órgão que estava tocando. Aliás, estão acontecendo vários concertos em várias Igrejas de Paris nesse mês de julho. Pena que não poderei vê-los.
Depois da Igreja, resolvi flanar um pouco por Paris, afinal estou fazendo uma viagem com calma e com tempo para curtir as cidades sem aquele desespero de “bater ponto” nas principais atrações. Vou indo devagar, no meu ritmo. Vendo um museu aqui, uma igreja ali, um monumento acolá, porém sem pressa. Com tempo para observar as pessoas, os hábitos, ouvir a língua e apreciar o céu.
Foi imbuída por esse espírito que fui parar na beira do Sena, em plena “Paris Plages”. Esse evento acontece já há alguns anos na cidade, sempre entre julho e agosto e é quando a prefeitura coloca areia na beira do rio com cadeiras e guarda-sóis para aqueles que não puderam viajar poderem curtir o mais próximo de uma praia que o parisiense é capaz de chegar. É interessante. Há jogos para as crianças, aulas gratuitas de dança de salão e algumas atividades esportivas. Como era meu último dia na cidade, resolvi sentar em uma daquelas espreguiçadeiras e ficar lendo um pouco. Bem parisiense!



Lá pelas 18h a Renata me ligou para combinarmos de comer alguma coisa. Nos encontramos no metrô Saint Michel e fomos a um simpático restaurante chamado “Le Lutéce” no Blv. Saint Michel mesmo. Uma delícia! Pedimos o prato do dia que era salmão com macarrão e molho de mostarda! Simplesmente de-li-ci-o-so! Mas o melhor estava por vir: a sobremesa! Eu pedi um mil folhas de maçã e a Renata pediu Profiterolis de chocolate. Era de comer rezando!!!!! De lá demos uma volta para ela me mostrar onde ficava uma livraria só com livros de viagem. Um paraíso! Ainda bem que àquela hora ela já estava fechada! Como estava ficando tarde, fui pra casa arrumar minha mala e tentar dormir um pouco já que hoje eu iria viajar cedo.



Fui para a Gare de Lyon de ônibus (número 63 que passa no Blv. Saint Germain bem ao lado da estação de metrô Cluny-La Sorbonne), o que foi bem mais fácil que ir de metrô lotado com mala. Aliás, descobri que 20kg é muita coisa pra carregar, mesmo divididos entre mala e mochila. E o pior é que eu não trouxe absolutamente NADA supérfluo! Impressionante como a gente carrega tralha!
Cheguei na Gare de Lyon e descobri que existem plataformas de trem em cima e embaixo. Naquele quadro em que a gente vê o horário, antes de aparecer qual é o “voie”(plataforma) em que o trem vai parar, primeiro ele mostra um quadrado azul (plataformas de baixo, identificadas por letras) ou um quadrado amarelo (plataformas de cima, identificadas por números). Já sabendo isso, você vai para as plataformas e fica esperando, pois 20 minutos antes do horário do trem sair, aparece a letra ou o número correspondente à plataforma que se deve ir. Fácil.
Entrei no trem, coloquei minha bagagem no local correspondente e sentei no meu lugar. Seriam 3h22 de viagem e eu vim dormindo a maior parte dela. Ao chegar na Gare Cornavin em Genebra, passei no posto de informações turísticas, peguei mapa e um livreto com o que há para fazer na cidade. Aproveitei também para comprar as passagens para Milão e para Montreux.
Saí da Gare em direção ao Albergue “City Hostel Geneva” que fica na rue Ferrier, número 2. É perto da estação. Uns 10 minutos a pé, talvez nem isso, mas carregando 20kg isso parece uma eternidade. O albergue é bonzinho. Limpo, organizado e com vários serviços como internet, lavanderia e telefone público, só que são todos pagos. Tudo aqui é muito caro e é outra moeda, o franco suíço, por isso é preciso fazer câmbio, mas há uma casa de câmbio em cada esquina, com cotações bem variadas.
Saí do albergue e fui dar uma volta pra fazer um reconhecimento do território. Fui até o Jardin Anglais, um parque no centro da cidade que vai beirando o lago, chamado de Lac Léman. Nesse parque há um relógio florido, construído em homenagem à indústria de precisão de Genebra. São 6500 tipos diferentes de plantas.





No Lac Léman fica o “Jet d'eau”, um jato de água que é o símbolo da cidade. É só um chafariz, mas é bem bonito. Pena que o dia hoje estava nublado e chuvoso, mas eu tenho esperança que melhore nos próximos dias.



Depois de tudo, eu estava cansada e voltei para o albergue, até porque, com essa virada de tempo, minha garganta começou a inflamar um pouco. Como eu já sabia que isso iria acontecer, trouxe meu antiinflamatório e estou tomando, portanto, aos leitores desse blog, não se preocupem, estou bem.
Amanhã vou explorar mais a cidade e depois venho contar.

A Bientôt!

VIAGEM REALIZADA EM JULHO DE 2010

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Brasileiros em Paris - parte II

Bonjour, amigos!

Hoje eu e o Leo fomos ao Musée de l'armée, onde estão as armaduras e todo aparato de guerra desde a Idade Média. É um acervo que impressiona, mas o que impressiona mais é ver esse culto à guerra. Tiramos umas fotos bonitas do lado de fora, principalmente do Dôme, a cúpula do local onde está o túmulo de Napoleão, que também fomos ver. É imponente. O local é bem bonito. Napoleão tinha um ego tão grande que há uma estátua dele vestido de imperador Romano e no chão está escrito: "Napoleão, Rei de Roma".









De lá fomos até a Torre Eiffel. Não para subi-la porque nunca mais pretendo enfrentar aquela fila enorme, mas para apreciarmos a beleza e a grandiosidade do monumento em si. É linda! Tiramos fotos de vários ângulos: do Champs de Mars, que fica atrás dela, do Trocadéro, que fica ao lado, de cima, de baixo, enfim...é um monumento realmente belo e merece toda fama que tem. Ficamos um tempo embaixo da Torre, num parquezinho, conversando. O melhor de viajar muito tempo é que não há aquela urgência de ver tudo. Há tempo para conversar, para passear sem destino, para curtir Paris.



Saindo de lá fomos até o Arco o Triunfo, que é perto, para tirarmos umas fotos, pois esse é outro que não pretendo voltar a subir. São 284 degraus! Mas vê-o de perto já é o suficiente.

Depois fomos ao mercado comprar algumas coisas pois havíamos marcado com a Renata de fazermos um programa tipicamente parisiense: um piquenique na beira do Sena! E escolhemos nada menos que um local bem na frente da Notre Dame! Me senti francesa comendo queijo em frente a minha Igreja favorita e conversando com os amigos. Foi uma delícia! Saímos de lá, passamos na frente da Igreja pra tirar umas fotos (lógico!) e cada um seguiu seu rumo.



O dia foi ótimo! Pessoas agradáveis e divertidas e uma Paris belíssima para a qual eu sempre quero voltar!
A Bientôt!

VIAGEM REALIZADA EM JULHO DE 2010

Brasileiros em Paris

Bonjour, amigos!

Céu azul e dia quente em Paris! Hoje de manhã fui encontrar o Leonardo em frente ao Louvre. Ele é um brasileiro que eu conheci numa comunidade do orkut e que estaria em Paris na mesma época que eu, então resolvemos nos encontrar para passearmos juntos. Foi ótimo! Nos encontramos em frente a Porte de Lyons que é a última entrada do Louvre e a mais vazia pois só é possível entrar se você já tiver o bilhete. Como havíamos comprado o Paris Museum Passe (o passe cultural de Paris, que dá direito à entrada em vários museus e monumentos) entramos sem fila.
Que maravilha poder ir apenas "passear no Louvre" sem aquele desespero de ter de ir de uma obra famosa a outra para poder ver tudo! Tanto que passamos pela sala da Monalisa e nem entramos. Eu já havia visto da outra vez e ele também. Fomos andando sem destino, sem olhar mapa, sem nada. Só observando as belezas concentradas no maior museu do planeta.



De lá fomos almoçar numa rua ao lado do museu. Comida grega. Deliciosa e muito bem servida. O local chamava-se "Chez Alexandre". Já abastecidos fomos passeando pelo Sena e tirando fotos. Liguei para a Renata, uma outra brasileira também do orkut, que está fazendo curso de francês aqui em Paris e marcamos de nos encontrar para fazer um passeio de barco. Já que eu e o Leo estávamos no caminho, resolvemos ir andando mesmo até o cais do Bateaux. Longe. Mas nem sentimos porque conversando tudo é mais fácil. Como chegamos cedo, fomos catar um local que vendesse sorvete. Que dificuldade! A região do Chaps Elysées é muito chique e não tem esse tipo de iguaria mais popular. Finalmente achamos um restaurante chamado "Paradis des fruits" e entramos. Tinha sorvete artesanal. Caríssimo (6 euros!), mas foi o melhor sorvete que já tomei na minha vida (até agora porque dizem q os da Itália são imbatíveis)!! Valeu cada centavo!!!


Depois encontramos a Renata e fizemos o passeio de barco. Foi ótimo! Conversamos, rimos e nos divertimos muito. É engraçado como brasileiro quando se junta fora do país em menos e 1 hora vira amigo de infância!

Ao terminarmos o passeio, pegamos o metrô e descemos na Chatelêt onde resolvemos comer "moules frites" (mexilhões com fritas). É um prato tipicamente belga, mas ano passado, quando estive na Bélgica, não tive coragem de comer. Como o Leo e a Renata gostavam, resolvi experimentar. É bom, mas não sei se comeria de novo.



De lá cada um tomou seu rumo e como eu estava perto de casa, voltei a pé. Uns 10 minutos andando. Eram 23h30 e as ruas estavam cheias. Pessoas tirando foto, tudo tranquilo. Acho que para uma carioca acostumada com tanta violência no RJ tudo aqui parece muito calmo mesmo.
O dia foi bem gostoso! Fiquei feliz por ter encontrado os dois. Pessoas agradáveis, simpáticas e divertidas.

A Bientôt!

VIAGEM REALIZADA EM JULHO DE 2010

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Dia de ir ao Teatro em Paris

Bonjour, amigos!

O dia amanheceu lindo hoje! Céu azul sem uma nuvem, sol e uma temperatura super agradável de uns 25 graus. O ar está seco e meu nariz as vezes sangra um pouco, mas sei que isso é normal. Foi assim da outra vez. Basta eu beber muita água que logo me acostumo a esse tempo mais seco.
Hoje pela manhã fui ao Musée des Arts et Metiers, um museu super interessante com os inventos da humanidade ao longo dos séculos. Desde a bússola e o astrolábio até o primeiro satélite lançado no espaço. Gostei muito! Fiquei espantada como esse museu estava vazio! Havia momentos em que só estava eu na sala! Acho que os turistas não se interessam muito por ciência ou não têm conhecimento desse museu...
O que mais me encantou foi o laboratório de Lavoisier (aquele que disse que "nada se cria, tudo de transforma") pois ali estão os objetos que ele usou de verdade! Também gostei de ver as primeiras câmeras dos irmãos Lumiére, que invetaram o cinema! Foi um passeio bem educativo!



Saindo de lá, resolvi comer algo e, ao passar pela Notre Dame, vi um restaurantezinho chamado "Quasimodo"! Claro que tive que parar e comer lá! Um delicioso macarrão a bolonhesa com suco de maçã.





Como eu estava ao lado da Notre Dame e tinha comprado o Paris Museum Pass(aquele passe cultural que dá direito a entrada em museus e monumentos) resolvi visitar a Crypta arqueológica. Paris foi fundada ali por uma tribo chamada Parisii no século I d.c. Ali estão os vestígios de uma cidade em estilo Romano com muralhas, esgotos e tudo o mais que era inovação naquela época. Foi um passeio bem interessante.



Depois eu tive de vir para casa me arrumar pois havia comprado ingresso para assistir a peça "Romeu e Julieta" em um teatro lá perto da Torre. Resolvi ir de RER em vez de metrô e, claro, me perdi! As estações de RER são muito confusas e têm pouca indicação de placas. Acabei pegando o trem para o lado errado. Depois pedi informação a uma mocinha que me indicou como eu deveria fazer e acertei, só que a essas alturas, cheguei atrasada ao teatro! Achei que eles nem iam me deixar entrar, mas deixaram e pude assisir a peça que era super alternativa. Apenas 3 atores se revezavam nos papéis de todos os personagens. Tinha hora em que eles cantavam e dançavam. Foi muito divertida, e apesar de eu não ter entendido nem metade do que eles diziam, adorei! Até chorei no final! Foi uma experiência única ir ao teatro em Paris!



Ao sair, ainda era cedo e como eu estava ao lado da Ponte de l'Alma (de onde saem os Bateaux mouches) resolvi fazer um passeio de barco pelo Sena. Passei a viagem inteira ouvindo MP3 e sentindo o vento batendo no rosto. Foi muito bom! Deu uma paz!
Depois de 1 hora de passeio ao lado de uns 500 japoseses que fotografavam até o bote salva-vidas, saí de lá mais leve e voltei para casa de metrô.
O dia foi bom e apesar de eu estar sentindo muita saudade de todos no Brasil, estou feliz.
A bientôt!

VIAGEM REALIZADA EM JULHO DE 2010

domingo, 18 de julho de 2010

Paris está mesmo diferente ou serei eu?

Bonjour, amigos!

São 5h da manhã e acordei cedo, por isso vou escrever como foi minha viagem!
O voo saiu do RJ um pouco atrasado porque quando a gente estava para decolar caiu um pé d'água e o piloto informou que ia esperar o mal tempo passar (ainda bem!). Apesar dessa chuva, o voo foi super tranquilo, sem turbulências. Tanto que passei a maior parte dele em pé no fundo do avião. Ficar 11h sem ter o que fazer, sem ter com quem conversar e sem conseguir dormir é a pior parte da viagem!
Mas chegamos bem a Paris que nos recebeu com sol e temperatura agradável. Dessa vez eu desembarquei em um terminal diferente do ano passado e não precisei pegar o trem para buscar as bagagens. Contudo, antes de chegar na imigração o terminal foi interditado por causa de uma ameaça de bomba. É que havia uma bagagem abandonada e os seguranças do aeroporto, nesses tempos loucos que estamos vivendo, acharam poderia ser uma bomba. Ficamos quase meia hora esperando, um monte de gente perdeu suas conexões e eu tava preocupada com o David me esperando.
Quando liberararam todo mundo, lá fui eu passar pelo controle de passaporte e, por conta desse incidente, eles estavam controlando tudo! Perguntaram quanto tempo eu ia ficar, pediram minha passagem de volta, quiseram ver as reservas que eu tinha feito em TODOS os hotéis, enfim, o moço carimbou meu passaporte e eu pude ir buscar minha mala que já estava rodando na esteira há tempos.
Fiquei feliz ao ver o David, afinal, é bom ser recepcionada por um amigo em Paris. Ele me trouxe ao apartamento que é uma gracinha, super ajeitadinho e funcional. A dona, Victoria, é muito simpática e nos explicou o funcionamento de tudo (até que meu francês não está tão enferrujado, entendi quase tudo e o que não entendi o David traduziu pra mim!). Ela é tão gente boa que abasteceu o apto com vinho, biscoitos, café e achocolatado.
Depois de ajeitar tudo saí para ir a Gare de Lyon buscar minha passagem para Genebra, pois eu a comprei pela internet mas tinha que imprimir. Peguei o metrô que estava lotado!! Um inferno! Fiquei pensando no dia que eu tivesse de ir com mala como seria...medo!
Tive uma certa dificuldade para entender o funcionamento daquelas máquinas que imprimem o bilhete e pedi ajuda. Conseguido isso, resolvi voltar de ônibus (63) e foi uma decisão acertada porque é muito mais fácil e tranquilo! Foi a primeira vez que andei de ônibus comum em Paris e adorei! É bem diferente dos nossos!

Como eu não havia dormido no avião, estava morrendo de sono e resolvi voltar pra casa para descansar um pouco. Passei no supermercado para comprar créditos para meu chip de celular francês e comprar o jantar e dormi umas 3 horas.
Revigorada, resolvi sair para passear e fui até a belíssima Notre Dame (que a essa hora estava fechada), mas tirei lindas fotos de seu exterior e fui ao parque que existe ao lado dela e onde eu não tinha ido ano passado. Tirei fotos de ângulos que eu ainda não havia visto. Linda!!


De lá eu queria ir ao Jardin des Tuileries, mas com esse meu senso de direção apurado, acabei me perdendo pelas ruas de dentro e dando mais volta que o necessário. Foi bom porque vi lindas esquinas, ruas pelas quais eu nunca tinha passado e uma população bem diferente da do ano passado. Aliás, Paris está bem diferente (ou serão meus olhos?) e bem mais cara que ano passado (quem disse que na Europa não tem inflação???). Tudo aumentou: o preço do metrô, o preço do crepe, o preço do ingresso na Roda Gigante. Esse, aliás, aumentou muito porque ano passado ela dava o dobro de voltas que deu esse ano. Mas tudo bem. Estou em Paris e tenho que aproveitar.



Esse ano eu vi o Jardin de Tuileries com outros olhos. Não havia reparado antes em tantas estátuas em estilo grego. É quase um museu a céu aberto! Lindo!


De lá fui a Place de la Concorde, mas estava em reforma e não pude tirar boas fotos.
Lá pelas 22h começou a anoitecer e eu estava bem cansada. Voltei pra casa, fiz meu jantar, tomei banho e dormi pensando em como essa viagem está sendo diferente. Não apenas diferente da do ano passado, mas diferente do que eu planejei. Acho que meu coração ficou no RJ...

A bientôt!

VIAGEM REALIZADA EM JULHO DE 2010