segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Passeio ao Pão de Açúcar ( da série "Sendo turista na própria cidade")

Olá, amigos!
Eu sempre digo que sou uma carioca do Paraguai, porque conheço um monte de lugares bacanas pelo mundo ,mas não conheço os monumentos da minha própria cidade. No último fim de semana foi minha chance  de minimizar isso. Conheci  uma moça de São Paulo que estava vindo para o Rio passar o feriadão e me perguntou como fazia para chegar no Pão de Açúcar. Era minha oportunidade de ir a um dos cartões postais da minha cidade maravilhosa, então eu me ofereci para ir com ela no sábado.
Ela já havia ido ao Corcovado (esse eu conheço!  Rs) na quinta-feira com minha tia, que é guia de turismo, e tinha adorado! Acabou que minha tia se ofereceu para ir conosco também e fomos as três até lá em um lindo sábado de sol.
O Pão de Açúcar tem um acesso bem fácil para quem vem de transporte público. Ele fica no bairro da Urca, pertinho da Praia Vermelha. Como fomos a partir do Leme, pois fui buscar minha amiga no hotel, pegamos ali na Avenida Princesa Isabel o ônibus 511 que entra na Avenida Pasteur e saltamos no último ponto antes da praça do bondinho. Para quem vem do Centro da cidade, pode pegar o ônibus 107 na Avenida Passos e saltar no mesmo lugar.  Para quem vai de qualquer outro lugar da zona sul ou da zona norte, pode pegar qualquer ônibus que passe no shopping Rio Sul, saltar na frente dele e ir andando pelo Avenida Pasteur até o fim. É só perguntar,  mas não tem erro, é bem fácil.


Chegando lá, se você for comprar o bilhete em dinheiro, vai entrar numa fila (geralmente maior) e se for comprar em cartão de débito (não aceitam crédito), a fila é um pouco menor. O valor inteiro é de 62 reais, mas se você tiver carteira de estudante (de qualquer tipo) ou mais de 65 anos paga meia.
Depois de comprar o ingresso é só ficar na fila para entrar no bondinho que sai de 5 em 5 minutos e é todo de vidro, o que faz com que, em qualquer lugar, você possa ter uma bela vista da subida.  Cabem 65 pessoas nele e há um fiscal que fica controlando a catraca para que só passem por ela esse número de pessoas de cada vez.

Chegou nesse ponto, tem de entrar no bondinho
Uma dica: se vc quiser ir de cara para o vidro, deixe as pessoas passarem na sua frente até você  ser o primeiro da próxima leva porque ,se você passar pela catraca, vai ter de entrar no bondinho, não poderá esperar o próximo.
A subida para o morro da Urca é rápida, demora apenas 3 minutinhos. Lá em cima se tem uma linda vista da cidade.
 
os bondinhos se cruzando antes de chegar ao topo
Pode-se ver toda a baía da Guanabara com o aeroporto Santos Dumont e a ponte Rio-Niterói.
De outro ângulo podemos ver o Cristo Redentor com seus braços abertos sobre a Guanabara como bem cantou nosso mestre Tom Jobim.
Aeroporto Santos Dumont e Ponte Rio Niterói ao fundo

Cristo abençoando a  Baía de Guanabara
 Há nesse primeiro patamar dois bondinhos em exposição, um , todo aberto, que funcionou desde a fundação (1911) até ser aposentado em 1972 e outro, já mais parecido com o atual, que funcionou até 2008. Pode-se ver também a história do bondinho e de sua complexa maquinaria (provavelmente os engenheiros vão gostar dessa parte). É também nesse primeiro piso que está a casa de show do morro da Urca e de onde se tiram as melhores fotos do próprio Pão de Açúcar.


o primeiro bondinho, de 1911

o segundo bondinho, que funcionou até 2008

engrenagens

Ele: o Pão de Açúcar! 
Depois de ficarmos um bom tempo ali, tiramos milhares de fotos, já que o dia estava ajudando muito com um lindo céu azul, resolvemos subir para o segundo patamar. Mais uma fila e outro bondinho de 3 minutos. Lá de cima a vista é ainda mais espetacular. Realmente minha cidade é linda!


só observando como a cidade é bonita

por trás das árvores

a baía

já na descida, o Pão de açúcar visto de baixo
Lá em cima há uma lanchonete (fraca) e umas lojinhas de lembrancinhas. Há bebedouro perto da catraca do bondinho, portanto, leve uma garrafinha! E também há banheiros (que são bem limpinhos).
Muitas fotos depois, descemos e fomos andando pela avenida Pasteur até o Rio Sul. Dali passamos pelo túnel subterrâneo próprio para pedestres (não tente atravessar a rua por cima, é perigoso!) e pegamos o ônibus para Copacabana, pois iríamos terminar o dia de um jeito bem brasileiro: comendo uma deliciosa pizza!
Foi um dia divertido! Fiz uma nova amiga, conheci um pouco mais da minha cidade e, de quebra, fiquei conhecendo várias historinhas sobre o Pão de Açúcar que minha tia-guia contou.  Aliás, para quem quiser contratar os serviços dela, é só enviar um email para: mariliacallado@yahoo.com.br e dizer que leu aqui no blog. Aí você garante um descontinho em algum desses passeios cariocas, como Corcovado, Centro Histórico ou o próprio Pão de Açúcar.

Para quem quiser mais informações sobre o passeio: http://www.bondinho.com.br/

Até a próxima!

Em Tempo: Esse blog não recebe NENHUMA comissão para fazer propaganda dos serviços dos guias. Todos os serviços de guia recomendados nesse blog foram utilizados pela blogueira e estão aqui por eu ter gostado deles. 


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Lugares diferentes pra se conhecer na Terra da Garoa

oi, amigos!

Faz um bom tempo que não apareço por aqui....algumas resoluções pessoais me fizeram ficar um pouco afastada do blog, mas, aos poucos, vou retomando as atividades normais!
Hoje venho falar de dois lugares bem bacanas que conheci na minha última ida (super rápida!) a São Paulo: A Casa Modernista e o Museu Lasar Segall.

A Casa Modernista foi a primeira casa feita em estilo modernista no Brasil. Criada pelo arquiteto Gregori Warchavchic em 1927 essa casa inovava pelo estilo diferente do usado na Europa (e que sempre era copiado por aqui). Sua intenção era integrar a casa à paisagem e ao clima de São Paulo da época, criando um projeto que permitisse boa iluminação e ventilação.
Pra quem gosta de arquitetura, é um local que vale a pena visitar. São dois andares. A casa não tem mobília, apenas se vê a funcionalidade do projeto e os materiais usados à época.
O jardim, bem conservado, rende belas fotos e há um filmezinho no térreo que explica a história da casa.
Fica no bairro de Vila Mariana - Rua Santa Cruz, 325. O metrô mais próximo é o Santa Cruz, que pertence à Linha Azul. Funciona de terça a domingo, de 9h às 17h e a entrada é gratuita.

Logo na entrada do jardim


Lateral da casa


Jardim visto da varanda de cima da casa


 Mais adiante,ainda no bairro de Vila Mariana, pode-se encontrar o Museu Lasar Segall. Ali era a casa e ateliê do artista e ela foi projetada pelo mesmo arquiteto da Casa Modernista que, por acaso, era concunhado de Segall. O estilo Modernista se mantém e há, inclusive, uma árvore que foi preservada no meio da propriedade, tendo sido feita a casa à sua volta. O Museu fica na Rua Berta 111 e tem entrada gratuita. Parte dele está fechada para reforma até 2015, mas há uma sala onde é possível ver alguns quadros do pintor russo naturalizado brasileiro.
Imagino que, após a reforma, o museu estará bem mais interessante, afinal seu acervo é riquíssimo e conta não apenas com pinturas, gravuras e desenhos como também com fotografias, mobiliário e documentos que não estavam, infelizmente, à disposição dos visitantes.



A natureza integrada à arquitetura


Não lembra a Casa Modernista?



"O menino e a lagartixa", uma das obras mais famosas de Lasar Segall

Influência do modernismo brasileiro





O site do museu é http://www.museusegall.org.br/

Acho que esses lugares são boas maneiras de se conhecer um pouco da cultura paulistana fugindo do lugar-comum.
Até a próxima!

terça-feira, 17 de junho de 2014

Recebendo bem os turistas (da série "Sendo turista na própria cidade")

A Copa do Mundo 2014 invadiu o Brasil e aqui,  no Rio de Janeiro,  eu senti algumas modificações na maneira de receber os turistas.
Fui andar de metrô hoje e vi que algumas estações da linha 1  já têm um balcão de informações turísticas, com um funcionário bilíngue pronto para ajudar os turistas no que for preciso. Além disso há também algumas publicações gratuitas que o turista pode pegar, entre elas, um guia de como aproveitar o Rio de Janeiro, o que é e o que não é permitido entrar nos estádios, como se chega ao Maracanã, telefones úteis e até a tabela dos jogos que acontecerão por aqui. O folder está todo em inglês (deve haver versão em português também, não vi por lá e esqueci de perguntar, mas deve ter) e até para os mais leigos na língua (meu caso!) dá para entender com facilidade.

Revista "Guia do Rio"; Folder em inglês, mapa do Rio com os pontos turísticos e mapa do metrô

Folder em inglês com informações sobre os jogos e como chegar ao Maracanã
 Além disso há uma revistinha  chamada “Guia do Rio” escrita em português e inglês e que tem dicas de passeios, hospedagem, bares e restaurantes, do que está acontecendo na cena cultural carioca, guia de ônibus e metrô e até as tarifas básicas de táxi para se chegar nos pontos turísticos mais famosos.  Achei bem interessante.

Revista bilíngue com dicas sobre a cidade
Ainda consegui descolar um “mapa turístico oficial do Rio”, bem parecidos com aqueles que vejo em outras cidades pelo mundo. 
 
Mapa turístico

Outra coisa bacana é que agora temos mapa do metrô distribuídos nas estações, mostrando todas as estações da linha 1 e 2, as possíveis integrações, o aplicativo do metrô para  celular, a  possibilidade de se comprar um bilhete pré-pago para o metrô, além dos horários de funcionamento  e de como são feitas as baldeações. Em 6 línguas (português, inglês, espanhol, francês, alemão e russo). A pegadinha é que, em muitas estações, esse mapa não é distribuído na bilheteria e sim na sala de vidro ao lado, onde ficam os  seguranças.  Mas ainda assim, é ponto pra gente!
Mapa do metrô, grátis nas estações

É, acho que a Copa do Mundo serviu pra que  a minha cidade, tão cantada como “maravilhosa”, finalmente se tornasse “maior de idade” em termos turísticos.  Agora sim o Rio se parece com uma cidade que recebe turistas do mundo todo. E o mais estranho  é que apesar de isso já acontecer há tempos, a gente ainda acha esquisito quando ouve gente falando outras línguas no metrô. Todo mundo olha e comenta. É engraçado.

Hoje, ao passar pelo Maracanã, vi a cidade toda cheia de placas, com sinalização que eu nunca imaginei ver um dia na zona norte e cheia de turistas tirando foto na estátua do Bellini, todos com aquela cara feliz e sorridente de quem vai a um ponto turístico no país em que está visitando. E  apesar de eu achar que o dinheiro gasto com a Copa poderia ter sido usado em outras áreas muito mais necessitadas desse país, acabei até sorrindo também e ficando feliz de ver tanta gente de fora aproveitando a minha cidade, sendo bem tratados e contentes por estarem aqui vivenciando esse momento. Acho que vou relaxar e aproveitar um pouco essa oportunidade de ter um evento desse porte aqui no meu país.  

Até a próxima!

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Tipos de viagem e de pessoas que viajam




Olá, amigos!

É engraçado como acontecem as viagens na minha vida. Há aquelas que são planejadas, pensadas por um ano inteiro, que tem até ingressos para os lugares turísticos mais concorridos comprados com antecedência. E tem aquelas que acontecem assim, de repente! Seja por uma promoção de uma companhia aérea, uma passagem tirada por milhas, um hotel que estava com aquelas promoções do tipo "fique duas noites e ganhe a terceira de graça", enfim, existem também essas viagens inesperadas que nem são tão planejadas, mas que ficavam ali, no interior do meu coração, como desejo, sendo gestadas lentamente e que um dia, pimba! Acontecem!
Não sei se um tipo é melhor que o outro, pois viajando, sempre se ganha. Claro que tenho uma tendência a preferir as primeiras, pelo meu jeito metódico de ser, mas nunca descarto a possibilidade da surpresa, especialmente quando se trata de viagem!
Já fiz planos, comprei passagem, reservei hotel, tudo como manda o figurino e na hora H, mudei de ideia e fui pra outro lugar, com outras pessoas, outros projetos. E foi muito bacana!
A grande verdade é que, quem é mordido pelo bicho viajeiro, gosta de qualquer viagem, desde que seja para um bom lugar, com boa companhia, seja de outras pessoas ou de si mesmo.
Conhecer outras cidades, outras culturas, outra língua (porque mesmo quando a gente viaja para o Brasil  de diversos sotaques e expressões, acabamos nos deparando quase com outra língua), outros hábitos, outros ares. Nada renova mais a alma!
Eu conheço tanta gente mais velha que eu que mantém esse espírito de juventude exatamente porque viaja.
Consigo entender perfeitamente aquelas pessoas que não viajam por falta de dinheiro, mas nunca vou entender as pessoas que, mesmo tendo possibilidade, se recusam a sair do seu mundinho confortável, se recusam a ver que o mundo vai muito além de seus quintais. Mal sabem elas, coitadas, o que estão perdendo! Espero que elas saibam o que estão ganhando, porque eu jamais saberei...

sábado, 19 de abril de 2014

Síndrome de abstinência

Olá, amigos!

Já tem mais de 3 meses que não viajo e minha última viagem à Paris já vai fazer um ano....acho que estou com síndrome de abstinência. Ando precisando viajar urgentemente!
Esse ano meus dias ganharam novas prioridades e, provavelmente, não vou viajar muito. Na verdade, estou bem feliz com o rumo que minha vida está tomando, mas não posso negar que sinto uma imensa falta de sair por aí desbravando novas cidades, novos países, novas culturas e novas línguas.
Porém, de tudo, acho que o que mais sinto falta é de Paris. Minha outra cidade. Meu universo paralelo. Meu mundo dentro da Europa. É lá que me encontro, que me sinto em casa. Impossível ir à Europa sem passar por Paris.
Queria ter duas vidas paralelas. Uma delas seria toda vivida lá, em um studiozinho no Quartier Latin, entre cursos na Sorbonne e visitas a museus e livrarias. E no final do dia, iria ao Parvis só para ver o meu amor se acender. Ela: a Notre Dame!
Sinto falta do cheiro de Paris, um misto de fumaça de cigarro e baguete saída do forno. Sinto falta do gosto de Paris, uma mistura de éclair de chocolate e sopa de cebola. Sinto falta de passear pelo Sena, só pra ver a Torre Eiffel de um lado e a Notre Dame do outro. Sinto falta do Louvre com sua pirâmide imponente e suas salas cheias de conhecimento, cultura e história. Mas sinto falta, principalmente, da sensação de chegar em casa toda vez que subia a escada do metrô Saint Michel ou toda vez que voltava das compras no Monoprix.
Paris é minha casa sentimental. Não há como ser triste em Paris. Mesmo com dias frios, com chuva, com o trânsito caótico na hora do rush, não há como não estar feliz ali.
Claro que ela tem problemas, como qualquer capital, mas deve ser muito bom poder viver na cidade com a qual se tem um caso de amor, mesmo que, vez ou outra, haja uma briguinha.
Paris, tu me manques! Exatamente assim, literalmente! Você me falta. É como se Paris fosse um pedaço da minha alma e essa alma só fica completa quando estou lá.

A Bientôt!

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Meu pedaço de paraíso não é mais o mesmo

Olá, amigos!

Relutei um pouco em escrever esse post com medo de macular a ideia que sempre coloquei nesse blog sobre Conservatória. Para quem me lê e conhece os outros post sobre esse distrito de Valença, sabe o quanto amo aquele lugar, o quanto me sinto feliz ali e o quanto aquele pedacinho de céu se tornou, ao longo dos anos, meu pedaço particular de paraíso.


Voltei a ele no início desse ano. Menos de 3 meses depois da última vez. E como ele estava diferente! É um tanto difícil explicar, mas era a vibração da cidade que estava outra.
Chegamos no meio da tarde de sexta, como de costume. Deixamos as bolsas na pousada e fomos almoçar no "Dó, ré, mi" como de costume, porém, a cidade estava triste, deserta, estranha.
À noite, por volta as 21h, fomos até a casa da Cultura para assistirmos à seresta, porém, até 21h30 nenhum violeiro havia chegado. O Aílton, que é quem está, hoje em dia, à frente desse movimento da seresta, ligou para um violeiro que acabou indo até lá e animou um pouco a noite.
Às 23h lá estávamos nós na rua do meio, esperando a concentração para a saída da serenata. Alguns violeiros foram chegando e ela saiu, um tanto tímida. A medida que fomos andando, os bares e restaurantes do caminho, que antes paravam com suas músicas para a serenata passar, continuaram com elas, o que dificultou um pouco a passagem do grupo. Antes de meia noite a serenata já havia terminado (lembro de um tempo em que ela ia até as 2 da manhã!). Fomos a uma lanchonete nova que há perto da praça chamada "Tom Maior" para tomamos uma sopa antes de dormir.
Lanchonete Tom Maior
Dia seguinte, saímos pela manhã para visitar o "Túnel que chora" e notamos que toda a cidade está rodeada por tapumes de obras, o que a deixa mais feia e triste.
Na volta, o chorinho que acontecia na Vila Antiga passou a acontecer na praça Matriz, contudo, como a praça está em obras, ele acontece na rua em frente à praça. Ficamos para ver.
Á noite, voltamos à Casa da Cultura para uma nova seresta, achando que por ser sábado, teria mais gente na cidade. Qual não foi a nossa surpresa quando vimos que só nós estávamos lá? Nós e o Aílton. Só que dessa vez ele não ligou para ninguém e quando deu 21h50 saímos para dar uma volta. Na rua do meio estava acontecendo o "Serenoite", um movimento onde se toca samba, chorinho, modinhas e que já acontece há alguns anos. Ficamos lá para assistir, mas eu queria ver a seresta e depois de meia hora, voltei à casa da Cultura na tentativa de ver se estava acontecendo a seresta. Nada. Nem uma nota musical!
Voltei meio triste para a rua do meio. Foi a primeira vez em 15 anos que não vi a seresta acontecer.
Ás 23h15 a serenata saiu. Poucas pessoas, poucos violeiros. E pela primeira vez, em 15 anos, eles mudaram o itinerário da Serenata! Foram para o outro lado, onde não há bares nem lanchonetes com suas músicas a competir com a serenata. E a medida que íamos caminhando, mais e mais pessoas iam ficando pelo caminho. Chegamos na esquina com metade do público inicial, que já era pouco. Ali a serenata se despediu e terminou. Tudo tão triste, com um jeito de melancolia no ar.



Onde comemos no sábado à noite

Caldos e sopas do restaurante "Sonatas de amor"
No domingo, as 10h30, na rua do meio, acontece a "Solarata", que era sempre apresentada pelo Aínton, mas acho que ele estava tão triste de não ter acontecido seresta no dia anterior que nem apareceu. Resultado: tivemos outra apresentadora e pouca gente para tocar e cantar. Foi bom, porque é muito difícil algum evento musical ser ruim por lá, mas para quem já viveu tantas Solaratas animadas antes, essa estava bem tristinha.

Aos poucos meu pequeno pedaço de paraíso vai se acabando e acho que, apesar dos 135 anos de tradição de serenata que existe em Conservatória, esse movimento está se perdendo, definhando...isso dói fundo na minha alma. E por isso digo a todos que ainda pretendem conhecer Conservatória: Vão logo, enquanto ainda há música no violão dos seresteiros e enquanto ela ainda conserva um pouco daquela magia de outrora, porque a Conservatória pela qual eu perdi meu coração há 15 anos não é mais a mesma e a tendência, infelizmente, é que ela vá se acabando.

Até a próxima!