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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Nîmes: A Roma francesa

Bonjour, amigos!
Depois de uma semana em  Paris, peguei um trem para Nîmes, uma cidade na região de Languedoc-Roussillon, sul da França. Essa foi uma cidade colonizada pelos romanos há mais de dois mil anos e teve seu apogeu na época do imperador Augusto, ficando conhecida como “a Roma francesa”.
Fiquei em um apart-hotel da mesma rede Adagio, aquela que fiquei em Paris. Fica bem ao lado da estação de trem e é excelente! Quarto grande, vidro duplo na janela para evitar barulhos, chuveiro bom, calefação excelente e cozinha muito bem equipada! Tem um Carrefour bem ao lado e dá para ir a pé ao Centro Histórico. Porém, andar a pé em Nîmes não é muito agradável pois o piso da cidade é todo de pedrinhas e elas machucam o pé.   

Catedral de Nîmes
Há vários prédios que ainda mantêm a arquitetura daquela época romana como o Palácio da Justiça e a Maison Carré,  este foi um templo construído no século I a.C. e é o único templo do mundo  totalmente preservado. No interior do prédio é projetado um filme (em francês, com legendas em inglês) contando os principais fatos da cidade desde sua fundação. Funciona todos os dias de 10h às 13h e de 14h às 16h30 e o ingresso custa 6 euros.
 
Palácio da Justiça

Maison Carré

Maison Carré
Outro lugar da época romana são as Arenas, uma espécie de “coliseu” que funciona todo dia de 10h às 17h. O ingresso custa 10 euros (há também um ingresso combinado com a Maison Carré que custa 12 euros e vale a pena).  Acomoda 20 mil pessoas e até hoje acontecem touradas lá.  No momento as Arenas estão sendo restauradas (até porque, está precisando mesmo!) e a previsão é de que tudo fique pronto em 2025. Na frente dela há a estátua de um toureiro nimense e, como era início de ano, havia também uma roda gigante de um parque que foi montado para o natal e ano novo.




 Outro local com influência romana é o Jardin de la Fontaine, um parque construído no século XVIII em torno de uma fonte onde, na época romana, eram as termas. Foi o primeiro jardim público da França e, embora mal cuidado, ele é muito frequentado pelos habitantes da cidade para fazer exercícios. Vi muita gente correndo e fazendo ginástica lá.
Portão de entrada do Jardin de la Fontaine

A fonte que dá nome ao parque

Dentro desse parque há vestígios do que foi o Templo de Diana, que é do século II a.C.

Vestígios do Templo de Diana

Subindo muitas escadas também se chega  à Torre Magna, mas eu não fui até lá pois, no dia que fui ao parque, estava chuvoso e fiquei com preguiça.  Esse, inclusive, foi o mesmo motivo que me fez descobrir o ônibus que passava lá, já que eu não queria ir a pé. Há um ponto de ônibus bem em frente às Arenas e ali eu peguei o ônibus C (passagem= 1,30 euros) e saltei no terceiro ponto bem ao lado do Parque.
Outra atração que visitei em Nîmes foi o Museu de Belas Artes. Um museu pequeno, mas muito bem cuidado (ao contrário do resto da cidade) e com um acervo bem interessante.

mosaico romano dentro do museu de Belas Artes
Como fiz a maioria das minhas refeições no apart não posso indicar restaurantes, mas existem vários espalhados pela cidade e a comida não é cara.
Minha impressão sobre Nîmes é que ela não é exatamente uma cidade turística e, por isso, não é tão bem cuidada como outras da região. É bonitinha, tem uma arquitetura bacana ,mas andar nela não é fácil por causa do piso. A boa notícia é que muitos lugares da cidade estavam em reforma, o que significa que daqui a alguns anos ela vai estar bem mais cuidada e com os monumentos limpos.
Contudo, há uma coisa muito linda  nessa região da França  e que pude aproveitar bastante em Nîmes: a cor do céu! Não é à toa que os pintores impressionistas ficavam loucos com o sul do país. O céu é de um azul lindo! E no pôr do sol ele ganha cores maravilhosas! Posso imaginar que na primavera seja um deslumbre pois no inverno já era assim:




É isso, amigos. Desculpem pelo post longo, mas é que eu quis resumir tudo o que fiz nos 5 dias em que passei em Nîmes, já que a cidade não me encantou, apesar dela ter um valor histórico realmente impressionante.
Até a próxima!

VIAGEM REALIZADA EM JANEIRO DE 2016

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Uma França menos fria, mas ainda assim muito fria para mim

Bonjour, amigos!

Faz tempo que não dou as caras por aqui, né? É que passei um tempinho sem viajar, mas agora, cá estou para contar minhas aventuras em terras francesas nesse inverno louco que tem feito por aqui. Pois é, sei que no Brasil, especialmente na minha cidade maravilhosa, tem feito um calor senegalês, mas aqui no hemisfério norte as coisas não estão muito diferentes, não. Guardadas as devidas proporções, é claro. Aqui é inverno e a temperatura deveria estar girando por volta de zero grau, por aí, mas com o tal do fenômeno El Niño, a coisa aqui tá girando em torno dos 7, 8 graus, o que é bem quente pra essa época do ano. Todos os jornais tem comentado o inverno ´ameno`. Contudo ainda é muito frio pra essa blogueira que vos escreve. Descobri que não sei administrar a dinâmica do frio: primeiro você se encapota toda pra sair (duas calças, meia, duas blusas, casaco, echarpe, gorro, botas), daí, em qualquer lugar que vc entra tem calefação, o que faz com que vc ou cozinhe com esse monte de roupa ou tenha de tirar metade e ficar carregando, o que dificulta para tirar fotos já que as mãos ficam ocupadas. Admiro quem consegue se adaptar a essa dinâmica, mas eu administro bem melhor o calor, apesar de  não gostar dele. Na verdade, o ideal seria viajar em temperaturas medianas, nem excesso de frio e nem excesso de calor.
Mas, enfim, essa viagem foi feita no inverno e vou ter de aturar esse tira e bota de roupa até o fim, mas vamos ao que interessa: Paris!
Claro que a cidade estava linda como sempre, porque, cá pra nós, o inverno tem seu charme, com suas árvores nuas e aquelas paisagens com cara de renovação.

Dessa vez eu fiquei num apart-hotel chamado Adagio Access. É uma rede de aparts que existe por toda a França. Em Paris existem vários, mas como eu fui para passar a virada do ano, os hotéis mais próximos do centro  estavam bem caros, então optei por ficar em uma cidade limítrofe chamada Charenton le Port. O apart fica exatamente na divisa entre Paris e essa cidade e é servido por 2 metrôs : estação Charenton le port e estação Liberté. Ambos a mais ou menos uns 5 a 10 minutos a pé. Também tem ônibus que vai pra lá, o que é, aliás, meu transporte público preferido em Paris, já que dá pra ver a paisagem. Tem um ônibus (87) que vai e volta da Gare de Lyon, então, se vc chegar de trem a Paris nessa gare, pode ser uma boa opção. O apart é ótimo, super limpo, equipe simpática e cozinha bem equipada. Perto dele tem alguns mercados, o que fez com que eu economizasse bastante com comida, já que comi no apart a maioria das vezes, inclusive o jantar de ano novo que fiz uma mesa bem bacaninha com muitas coisinhas gostosas.
O único problema desse apart é a distância. Ele é muito longe do centro de Paris. Umas 20 estações de metrô, o que acaba ficando bem cansativo. Não fosse isso, ele seria perfeito!
minha ceia de ano novo no apart: macarrão com camarões, fois gras com chutney, cerejas, grissins, biscoito de chocolate, pão de mel, macarrons e suco de maçã


Apesar do frio, tem feito dias lindos por aqui e eu aproveitei para fazer alguns passeios que tava querendo, como voltar ao Musée D`orsay, por exemplo. (entrada a 12 euros) Eu tinha ido em 2009 e nunca mais voltei, então, aproveitei uma exposição que tava tendo lá e que me interessava e enfrentei a fila de quase 1 hora para rever o museu que está bem diferente. Muitas salas mudaram de lugar e a disposição agora ficou bem melhor.


meu querido Renoir
Adoro esse quadro de Manet

A bela estrutura do museu que já foi estação de trem

Também fiz alguns passeios gratuitos como o Hôtel de la Marine, um prédio na Place de la Concorde, que não era aberto ao público e que esse ano ficou excepcionalmente aberto no primeiro fim de semana gratuitamente. Ele vai entrar em reforma e depois vai virar um museu (pago) mas só reabrirá em 2018. Então aproveitei pra vê-lo. Lugar lindo!
 
Também fiz outro passeio gratuito que me prometo fazer há anos e nunca consigo: a visita guiada à Notre Dame.  Quem me conhece sabe que sou apaixonada por essa igreja e volto todas as vezes para observá-la, mas nunca tinha conseguido fazer essa visita, então esse ano, me comprometi e fui no horário. As visitas, em francês, acontecem todos os dias as 14h, e começam bem embaixo do órgão. Em princípio, éramos 5 ou 6 pessoas, mas o povo foi indo embora e lá pela metade da visita, só tinha eu e a guia. O que foi ótimo, pois me permitiu entrar e fotografar lugares que, normalmente, são interditados ao público. Também descobri que entendo e falo bem  mais francês do que eu imaginava! Adorei a visita!



E, já que eu estava mesmo no Quartier Latin, resolvi dar uma passadinha na livraria ´Shakespeare and Company` e pude entrar e vê-la nos mínimos detalhes, já que não tinha quase ninguém (taí uma vantagem de viajar no inverno, talvez uma das poucas, na minha opinião, mas é, sem dúvida, uma vantagem!). Pena que as fotos são proibidas lá dentro, mas recomendo a entrada para quem quiser se aproximar um pouco do universo daqueles escritores dos ano 20. O lugar guarda muita história! E descobri que, ao lado da livraria, agora existe um café! E tudo ali, bem em frente à Notre Dame! Tem como ser melhor?

 Aguardem, amigos, pois ainda tenho muitas histórias para contar!

A Bientôt! 

VIAGEM REALIZADA EM DEZEMBRO DE 2015

domingo, 23 de agosto de 2015

De volta a Paris (e muito feliz!)

Olá, amigos!
Depois de mais de 2 anos sem viajar para a Europa, finalmente esse ano pude retornar ao Velho Continente para passar alguns dias na minha amada Paris e em algumas cidades italianas.
Esse ano, aproveitei que minhas férias foram em data diferenciada e fui com minha mãe a Paris para ver a festa do 14 juillet. Essa é a festa mais importante para os franceses pois é a data que marca o início da Revolução Francesa e a Queda da Bastilha.
Nesse dia os parisienses podem assistir a um desfile militar na Champs Elysées e, à noite, a uma queima de fogos na Torre Eiffel. Optamos por não assistir ao desfile, pois passamos o dia inteiro passeando por uma Paris deserta (já que toda a população devia estar concentrada na Champs Elysées) e aproveitando para conhecer lugares pouco turísticos.

caminhando por ruas pouco turísticas de Paris

Em cada cantinho, uma surpresa

Em cada esquina, uma beleza

Esse ano ficamos hospedadas perto da Torre, um bairro em que nunca havíamos ficado antes e gostamos muito! Lugar cheio de vida, com restaurantes, bistrôs, mercados e lojas por todo lado. Aproveitamos para passear pela Pont Bir Hakein, uma ponte por onde o metrô passa por cima e onde, embaixo, trafegam carros e pedestres. Dali há uma linda vista para a Torre e mais abaixo , bem no meio da ponte, há um acesso para um parque bem bonito, arborizado,  com bela vista do Sena e da Torre. Fomos lá na manhã do 14 de julho e a paz do lugar era de encantar!

Pont Bir Hakein

Pont Bir Hakein


Vista da torre a partir do parc no meio da Pont Bir Hakein
Aproveitamos para ver umas amigas que moram em Paris e conhecemos um lugar muito bacana, cheio de restaurantes, chamado Bercy Village, bem perto do Parc de Bercy e na saída do Metrô Cours Saint Emilion.


Dessa vez também fiz um passeio que já estava planejado há tempos mas eu nunca achava tempo: a visita guiada ao Teatro Opera Garnier. O lugar é um deslumbre! Cheio de detalhes de diversas épocas e com muita história para contar. A visita guiada é mais cara que a vista comum. Esta custa 10 euros e a guiada, 14,50, porém, só na visita guiada se pode entrar na sala de espetáculos e apreciar o belíssimo teto pintado por Chagall. Curiosamente, esse nunca foi um dos meus pintores preferidos e nunca imaginei que ficaria encantada com a beleza  daquele teto, mas as cores e toda a simbologia contidas naquela pintura me deixaram de boca aberta! É lindo demais!!


Teto do Opera pintado por Chagall

detalhe do teto



O teatro em si é muito bonito, tanto interna quanto externamente e seria necessário pelo menos um semestre de aulas em história da arte para começar a compreender todos os detalhes ali presentes.  Recomendo muito a visita ( mas só para quem entende inglês ou francês, que são as línguas oferecidas).
Ao lado do Opera fica a Rue Scribe, onde no número 11, fica a maravilhosa loja da Lindt, um dos melhores chocolates que já comi na vida (suíço, né?). A loja é enorme, os preços são ótimos e o atendimento é muito simpático. Vale a visita.
Nossa estadia em Paris foi bem curta dessa vez, já que nosso foco era a Itália, mas certamente o ponto alto desse ano foi o show de fogos em frente à Torre Eiffel no 14 de julho. 





Começou por volta de 23h e acabou quase meia noite! Foram mais de 40 minutos de pirotecnia e o mais incrível é que estávamos no meio da multidão e não se ouvia ninguém aos berros, nenhuma briga, nenhuma confusão. Foi lindo e não me arrependi de ter ido ver essa festa francesa tão linda!


A bientôt!

VIAGEM REALIZADA EM JULHO DE 2015

sábado, 19 de abril de 2014

Síndrome de abstinência

Olá, amigos!

Já tem mais de 3 meses que não viajo e minha última viagem à Paris já vai fazer um ano....acho que estou com síndrome de abstinência. Ando precisando viajar urgentemente!
Esse ano meus dias ganharam novas prioridades e, provavelmente, não vou viajar muito. Na verdade, estou bem feliz com o rumo que minha vida está tomando, mas não posso negar que sinto uma imensa falta de sair por aí desbravando novas cidades, novos países, novas culturas e novas línguas.
Porém, de tudo, acho que o que mais sinto falta é de Paris. Minha outra cidade. Meu universo paralelo. Meu mundo dentro da Europa. É lá que me encontro, que me sinto em casa. Impossível ir à Europa sem passar por Paris.
Queria ter duas vidas paralelas. Uma delas seria toda vivida lá, em um studiozinho no Quartier Latin, entre cursos na Sorbonne e visitas a museus e livrarias. E no final do dia, iria ao Parvis só para ver o meu amor se acender. Ela: a Notre Dame!
Sinto falta do cheiro de Paris, um misto de fumaça de cigarro e baguete saída do forno. Sinto falta do gosto de Paris, uma mistura de éclair de chocolate e sopa de cebola. Sinto falta de passear pelo Sena, só pra ver a Torre Eiffel de um lado e a Notre Dame do outro. Sinto falta do Louvre com sua pirâmide imponente e suas salas cheias de conhecimento, cultura e história. Mas sinto falta, principalmente, da sensação de chegar em casa toda vez que subia a escada do metrô Saint Michel ou toda vez que voltava das compras no Monoprix.
Paris é minha casa sentimental. Não há como ser triste em Paris. Mesmo com dias frios, com chuva, com o trânsito caótico na hora do rush, não há como não estar feliz ali.
Claro que ela tem problemas, como qualquer capital, mas deve ser muito bom poder viver na cidade com a qual se tem um caso de amor, mesmo que, vez ou outra, haja uma briguinha.
Paris, tu me manques! Exatamente assim, literalmente! Você me falta. É como se Paris fosse um pedaço da minha alma e essa alma só fica completa quando estou lá.

A Bientôt!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Restaurantes nem tão caros em Paris

Bonjour, amigos!

Paris é mundialmente conhecida pela sua gastronomia, contudo, as pessoas que viajam com um orçamento mais apertado ficam com receio de ir aos restaurantes mais renomados achando que vão gastar muito, porém nem sempre isso é verdade. Há restaurantes famosos em Paris, com comida deliciosa e cujo preço é pouco mais caro que aqueles restaurantezinhos que se encontra pelas ruas com suas “fórmulas do dia” (entrada + prato+sobremesa).
Um desses bons restaurantes, principalmente para os amantes da carne vermelha, é “Le Relais de l’entrecôte”, que fica no número 20 da rue Saint-Benoît em Saint Germain des Prés (Há uma filial também no 101, Boulevard du Montparnasse). É bom chegar cedo (ele abre as 19h), pois há fila na porta. Não existe cardápio, pois o prato servido é único: entrecôte com um molho de mostrada, batatas fritas e uma salada verde, ao custo de 25,80 euros. São duas rodadas de carne. Eles primeiro servem a salada, depois a carne com molho e batatas. Quando você acha que já está satisfeito, vem outra rodada de carne com batatas. Tudo muito gostoso e atendimento simpático.


Saladinha de entrada no "Le Relais de l'Entrecôte"


Carne deliciosa no "Le Relais de l'Entrecôte"
Outro restaurante famoso que não é tão caro como se pode imaginar é o “Le Fumoir”, ao lado do Louvre no número 6 da rue de l'Amiral de Coligny. O menu com entrada+prato+sobremesa custa em torno de 25 euros também. E a comida é simplesmente DELICIOSA, sem falar no ambiente, já que o restaurante tem uma espécie de biblioteca em seu interior. O atendimento é também um de seus pontos altos.
Entrada no "Le Fumoir"


Acompanhada de truta com risoto de rúcula como prato principal no "Le Fumoir"

Para finalizar, no "Le Fumoir", uma sobremesa nada light: bolo de chocolate com creme de laranja
Mais um restaurante que conheci em terras parisienses e que vale a pena é o “Le Ragueneau”, no número 202 da rue Saint Honoré, bem perto do Louvre. Ali era um antigo teatro, onde Moliére já havia encenado e que também ficou conhecido por ser o local onde Edmond Rostand, escritor da peça Cyrano de Bergerac, costumava frequentar. O menu com prato+sobremesa custa menos de 24 euros e a comida é muito bem servida.


Prato principal para uma pessoa (grande, né?) no “Le Ragueneau”


o Menu acompanha a sobremesa. Escolhi esse singelo Profiterolis no “Le Ragueneau”

E há o meu preferido entre todos. O restaurante tido como mais antigo de Paris: Le Procope. Fica no número 13 da rue de l’Ancienne Commedie e tem menu a 29 euros (entrada+prato+sobremesa), atendimento excelente e uma história fantástica, pois era ali que os revolucionários como Robespierre e Danton tramaram a Revolução Francesa. Claro que, naquela época, ele não era o restaurante chique que é hoje, mas eu adoro ir a locais com história. E isso pode-se ver muito na França. Esse é um país que preserva sua história e estimula os jovens a aprenderem sobre ela. Sinto falta disso no Brasil...

Confit de Canard maravilhoso no "Le Procope"
Acompanhado desse imenso creme Brullé simplesmente divino!

A Binetôt!

terça-feira, 16 de julho de 2013

Um museu para quem gosta da Idade Média

Bonjour, amigos!

Um dos museus que melhor ilustra a época medieval, em Paris, é o Museu Cluny, localizado no número 6 da Place Paul Painlevé, esquina com a Boulevard Saint Michel no coração do Quartier Latin. Ali pode-se ver as cabeças dos reis de Judá, decapitadas da Notre Dame na época da Revolução Francesa; alguns vitrais de igrejas; peças religiosas bem valiosas que agora ficam no restaurado Friggidarium (onde, na época em que a França era território do Império Romano, eram as antigas termas de Cluny); belas tapeçarias que contam como era a vida naquela época tal como histórias em quadrinho; peças raras de Limoges e o famoso conjunto com 6 tapeçarias chamado de  "A Dama e o Unicórnio". Na verdade, essas tapeçarias acabam de ser restauradas e, enquanto a sala onde elas ficam é restaurada também, elas estão no Museu de Tokyo, até o fim de 2013, portanto se seu intuito era apenas vê-las, não vale a pena pagar os 8,50 euros da entrada.
Contudo eu garanto que há bem mais para se ver ali dentro que "A  Dama e o Unicórnio", mas isso só vale para quem gosta da Idade Média.
Entrada do Museu


Cabeças dos Reis de Judá

Vitrais

Aviso de que a sala da "Dama e o Unicórnio" está fechada para restauração

Pietá de Tarascon

Tapeçarias

Jóias de Limoges

Capela

Peças usadas no dia-a-dia pelas pessoas da Idade Média

A Bientôt!

VIAGEM REALIZADA EM JUNHO DE 2013