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sábado, 1 de outubro de 2011

Último dia em Montevidéu


Hola, amigos!

Essa foi a segunda noite que eu dormi sozinha no quarto em Montevidéu! Gostei! Acordei cedo e fui tomar café. Encontrei dois brasileiros com quem tinha feito amizade ontem e saímos para passear: a Daniela, de Porto Alegre e o Lucivan, de Manaus.
Fomos até a Fonte dos Cadeados, na 18 de julio, uma fonte onde os namorados prendem cadeados com seus nomes e jogam a chave na fonte. Romântico.


Dali fomos até a faculdade de medicina que tem uma réplica, em bronze, do Davi de Michelângelo.
Almoçamos no “La Pasiva”, uma rede de restaurantes conhecida por aqui por ser boa e barata. Finalmente comi o famoso “chivito”, uma espécie de “X-tudo uruguaio”. É bom, mas os brasileiros são bem melhores.

De lá voltamos para o albergue para descansar um pouco, pois à tarde eu e Lucivan faríamos a visita guiada ao Teatro Solís. A Dani não iria pois já estaria no avião rumo a Porto Alegre.
Essa visita acontece às 16 h e é gratuita nas quartas-feiras, sendo que só há em espanhol. Nos outros dias da semana também há visita, contudo, são pagas e pode-se escolher o idioma (20 pesos uruguaios em espanhol e 40, em português). O lugar é bonito. A sala principal é bem menor que a do nosso Teatro Municipal e passou por uma reforma que durou 10 anos e, hoje, abriga espetáculos variados  do mundo todo.
 



O subsolo funciona como uma sala de exposições e havia uma temporária muito bonita com obras em papier machê. Pode-se visitar a exposição independentemente do teatro e é grátis.
Depois tomamos um café no “Café Allegro” dentro do próprio teatro. Bom, mas um pouco caro (70 pesos por um café com leite grande, ou seja, mais ou menos, 7 reais)
Dali voltamos para o albergue pois eu tinha de arrumar minhas coisas para amanhã, já que pegaria o ônibus de 11h30 para Colônia do Sacramento.

Hasta Luego!

VIAGEM REALIZADA EM SETEMBRO DE 2011

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Dia de Museus em Montevidéu

Hola,amigos!

O dia hoje rendeu demais! Acorde reativamente cedo e fui tomar café no albergue. Nada de especial: café com leite, pão, doce de leite, manteiga, geleia, sucrilhos e iogurte. Gostosinho. Comi o suficiente para não ficar com fome e saí pra explorar mais um pouco de Montevidéu. Como ainda era cedo para os museus estarem abertos (aqui eles só abrem por volta de 11 h da manhã), fui ao píer ver a tal “vista panorâmica” que a moça do posto de informações turísticas me falou. Não gostei! O píer é feio e tem uma população estranha no entorno. Na verdade, eu li que o Uruguai é um dos países mais seguros da América do Sul, que a polícia aqui realmente funciona e tal, mas, como boa carioca, levo minha paranoia para onde quer que eu vá. Por isso achei aquele píer estranho, mas valeu conhecer de pertinho um rio que mais parece um mar.
De lá fui até o Museu Municipal. Eu havia lido que eram 4 casas que faziam parte desse museu (A Casa Rivera, a Casa de Lavalleja, a Casa Montero e a Casa de Garibaldi), mas a maioria estava fechada, só achei aberta a Casa Rivera (calle Rincón, 437) a qual visitei. Funciona de terça a sábado de 11 h às 17 h e a entrada é grátis. Ali foi a casa do primeiro presidente uruguaio. É bonita, tem muita informação sobre a formação do Uruguai como país e da cidade de Montevidéu. Tem uma parte dedicada à religião católica e às missões empreendidas pelos jesuítas para catequizar os índios por aqui também. Gostei.

Dali desci até o porto para ir ao Museu do Carnaval que fica na Rambla 25 de agosto 1825 (bem ao lado de um posto de informação turística) e vizinho do famoso Mercado do Porto. Achei que seria um museu meio sem graça, afinal os cariocas têm um dos carnavais mais famosos do mundo, mas me encantei com o lugar! O museu é lindo, com exposição de roupas, máscaras e adereços carnavalescos, além de estar com uma belíssima exposição temporária. Ali descobri a origem do carnaval uruguaio: na segunda metade do século 18, os negros vieram para cá como escravos e em seus poucos momentos de lazer eles dançavam e batiam tambores, a isso deram o nome de “candombe” (pronuncia-se candômbe). Mais tarde essas danças foram proibidas dentro da cidade e eles começaram a se agrupar fora, por isso que até hoje a maioria dos blocos desfila fora do centro. O museu funciona de terça a sábado de 11 h às 17 h, sendo que às terças a entrada é gratuita. Nos outros dias moradores de países do Mercosul têm desconto. Vale a pena visitar!




Almocei no Mercado do Porto novamente, mas dessa vez comi no balcão, pois descobri que ali não se paga pelo “cubierto”, um espécie de couvert que a gente tem de pagar nos restaurantes comendo ou não. A comida, como era de se esperar ,estava deliciosa!
Saí de lá e fui ao “Palácio Taranco”(calle 25 de mayo, 376). Esse museu, assim como os outros, tem entrada gratuita e é o museu de artes decorativas de Montevidéu. Há muitas obras de arte, mármores e móveis trazidos da Europa pela família Ortiz de Taranco, prósperos comerciantes uruguaios. No subsolo há uma exposição de arte muçulmana bem interessante.



Resolvi voltar pela peatonal Sarandí e parei para tomar um sorvete no “freddo”, a rede de sorvetes argentinos que tem filial por aqui. Mesmo no inverno o sorvete deles é muito bom!!
Estava decidida a voltar para o albergue, mas bem pertinho da Puerta de la Ciudadela esbarrei com o Museu Torres Garcia (Peatonal Sarandí, 683) e entrei. O ingresso custa 60 pesos uruguaios (mais ou menos 6 reais) e contém o acervo de Joaquim Torres Garcia, pintor uruguaio, que por ter sido criado em Barcelona, absorveu toda aquela cultura catalã modernista que também influenciou Gaudí. Apenas dois andares estavam abertos, mas os quadros que ele fez de pessoas famosas como Velazquez, Bach, Mozart, Cristóvão Colombo, etc...estavam lá. Pena que só é possível fotografar o térreo, com apenas 3 obras.

De lá voltei para o albergue super cansada, depois de andar por quase 8 horas! Mas foi um bom dia, bem proveitoso!

Hasta Luego!  

VIAGEM REALIZADA EM SETEMBRO DE 2011

De Punta a Montevidéu no City Tour da AGT (recomendo!)

Hola, amigos!

Acordamos cedo hoje, pois sairíamos de Punta com destino a Montevidéu e não queríamos perder o delicioso café da manhã do hotel. O dia amanheceu bonito, com céu azul e sol, mas com um vento terrivelmente gelado!
Depois do café, fizemos check-out e fomos para o saguão esperar nosso city tour da mesma empresa de ontem. Resolvemos contratar esse city tour, porque, como teríamos mesmo que vir a Montevidéu (eu porque passaria 3 dias na cidade e minha amiga porque o avião dela sairia do aeroporto de Carrasco) pensamos que seria boa ideia fazer um passeio guiado, isso sem falar na gentileza do motorista que me deixou em frente ao albergue e a deixaria no aeroporto!
O passeio foi ótimo! Ônibus confortável, com banheiro, e o guia ainda foi explicando todo o percurso. Descobrimos, por exemplo, que a carne uruguaia é tão macia porque , como o país é plano, os bois não sobem e descem morros, então não criam músculos, logo, sua carne fica mais macia.
Fomos contornando o rio da Prata que mais parece um mar, não fosse a sua coloração mais escura. O guia nos disse que é o rio mais largo das Américas. É engraçado ver algo que se parece com uma praia (com onda e tudo), mas de água doce.
Nossa primeira parada em Montevidéu foi no Estádio de Futebol Centenário. É uma espécie de maracanã uruguaio, onde são disputados os clássicos entre o Peñarol e o Nacional. Não entramos (ainda bem!), apenas contornamos o estádio, que recebeu esse nome por ter sido inaugurado no ano do centenário da independência. Descemos para tirar algumas fotos.
De lá, fomos até uma famosa escultura em bronze chamada “La Carreta”. Outra parada para fotos. Dali rumamos para o Congresso Nacional e passamos pela primeira estação de trem de Montevidéu que, hoje em dia, está sendo transformada em um shopping (poderiam fazer isso com a Leopoldina também, embora eu preferisse que ela virasse um museu).



Depois fomos almoçar no famoso “Mercado do Porto”, um local cheio de restaurantes. Comemos no “El Peregrino”. Pedimos carne, lógico! E estava simplesmente maravilhoso!!!! Parecia que derretia na boca! Uma das melhores carnes que já comi na minha vida! Serviço demorado, mas muito gentil. Pagamos 156 reais para duas pessoas com pratos enormes, bebida e couvert. Lá eles servem, como cortesia, o famoso drink “medio y medio”que é uma mistura de vinho branco com espumante. Não gostei, mas como não bebo, não sou parâmetro.

De lá, passeamos pelo centro velho da cidade, passando por alguns monumentos até chegarmos no albergue El Viajero (calle Soriano, 1073). Ali me despedi da minha amiga, do guia e começei a parte da viagem que farei “solita”.


O hostel é limpo, com staff simpático, boa estrutura, cozinha ampla e internet grátis, mas faltam pequenos detalhes, como locker para malas (há apenas um bem pequeno para dinheiro e documentos) e tomadas que funcionem no quarto. O meu, por exemplo, tem 4 tomadas, mas apenas uma funciona.
O quarto é para 4 pessoas, mas, por enquanto, estou sozinha. Adoraria passar as próximas noites assim: pagando por quarto compartilhado e tendo a conveniência de um quarto individual.
Depois do check-in fui dar uma volta pela cidade. Como hoje é segunda-feira, os museus estão fechados, então fui a algumas praças famosas como a Fabini, onde está um monumento conhecido como “El entrevero”, de José Belloni, que mostra a batalha entre brancos e índios. Bela praça. Muito limpa e bem cuidada.


Continuei andando pela avenida 18 de Julio, a principal, até a Plaza Independência, onde fica o Palácio Salvo, belo prédio que já foi sede do governo e, por muitos anos, o edifício mais alto de Montevidéu. Hoje é um prédio residencial.

Nessa praça está também a estátua do General Artigas, que proclamou a independência do Uruguai. No subsolo há um memorial em homenagem a ele, gratuito. É só descer as escadas ao lado da estátua.


Andando mais um pouco chega-se a “Puerta de la Ciudadela”, antiga entrada da cidade, que marca o início do centro velho. Nela também começa a Peatonal Sarandí, uma rua de pedestres, com lojas, restaurantes, camelôs e prédios bonitos.


Mais adiante está a Plaza de la Constituición, onde está a bela igreja Matriz e um chafariz que não estava funcionando.

Como eu já estava cansada e com frio (pois tinha deixado o casaco no albergue) resolvi voltar dali. Passei em frente ao famoso Teatro Solís, inaugurado em 1856 para colocar Montevidéu no circuito da Ópera. É bonito. Na quarta-feira vou fazer a visita guiada ao seu interior.
Passei em um supermercado, conhecido por aqui chamado Ta-ta, pra comprar algo para mais tarde, já que tudo o que eu queria era voltar para o albergue, tomar banho e descansar! O dia foi ótimo, apesar de bastante cansativo. Estou tendo uma ótima impressão do Uruguai!

Hasta Luego!

VIAGEM REALIZADA EM SETEMBRO DE 2011