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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Rouen num domingo de chuva

Bonjour, amigos!

Rouen é uma bela cidade da Normandia conhecida por ter sido o local onde Joana D’Arc foi queimada viva em praça pública. Cheguei lá num domingo chuvoso de verão, que mais tinha cara de inverno. A cidade estava com a maioria de suas lojas fechadas e apenas poucas pessoas passeavam pelas ruas enfrentando aquele vento cortante.
O posto de informações turísticas fica na praça principal, bem em frente a Notre Dame de Rouen, igreja mais importante da cidade que foi pintada em diversas telas por Monet. Aliás, era exatamente do segundo andar de onde hoje é o posto de informações turísticas que ele sentava para pintar a bela catedral.
Ao lado dela existe um trenzinho turístico que circula pelas  principais ruas e custa 6,50. Em um dia chuvoso e frio, até que vale a pena.

Notre Dame de Rouen

Rosácea da Notre Dame de Rouen
Ali perto está a praça do Vieux Marché (velho mercado), onde, em 1431, Joana D’Arc foi queimada. Hoje nesse mesmo local existe uma igreja em homenagem à guerreira com uma estátua  dela  no local exato da fogueira. Nessa praça existe um restaurante chamado “La terrasse” com preços razoáveis e comida deliciosa. Atendimento muito simpático!
Um outro atrativo da cidade que não tem o apelo “joana d’arc” é o Museu de Belas Artes, contudo, o acervo permanente não é muito interessante, mas dei sorte de ver uma exposição temporária dos mestres do impressionismo, com obras de Monet, Renoir, Signac, Cezanne e outros que eu nem conhecia!

Quadro de Modigliani no museu de Belas Artes

Relógio astrológico

Torre da Joana D'Arc
 A arquitetura do museu é bem bonita e em seu interior existe um café muito bacana. Essa exposição temporária vai até 30 de setembro de 2013, portanto se você estiver em Paris nessa época vale um bate e volta até Rouen (menos às terças pois o museu não abre!). Aliás, é bem fácil chegar em Rouen vindo de Paris, basta ir até a gare Saint Lazare e seguir as placas que indicam “trains grands lignes” e comprar uma passagem para “Rouen Rive Droite”. A viagem dura 1h10 e chegando lá é só seguir pela Rue Joanne D’Arc até o ver o relógio astrológico à esquerda, entrando ali, já se está de frente para a Notre Dame e ao lado do Posto de informação turística onde se pode pegar um mapa da cidade (inclusive em português).

A Bientôt!

VIAGEM REALIZADA EM JUNHO DE 2013

Em Tempo: O Museu de Cera com a história da Joana D'Arc que existia bem no meio da praça central, quando fui em 2010, não existe mais. Fiquei sabendo que era um museu particular e que o dono morreu e seus herdeiros não quiseram continuar com o museu sem ajuda do governo. Também me disseram que um novo Museu de Cera será construído pela prefeitura. Aguardemos.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Uma visita ao Monte Saint Michel, na Normandia


Bonjour, amigos!
Hoje acordei super cedo pois havia comprado um passeio ao Mont Saint Michel pela agência France Tourisme (33, Quais des Grands Augustins) para hoje e sairíamos às 7h15 da manhã lá da porta da agência que fica a uns 10 minutos a pé daqui do apartamento.

Saí de casa ainda era noite. Muito diferente ver Paris antes dela  acordar. Tudo fechado, pouca gente na rua, quase nenhum carro, só uns pobres mortais encasacados  indo para  trabalho (lembrei da época em que eu pegava no trabalho às 7h30 da manhã) e eu ali naquele vento da beira do Sena indo para a agência. Cheguei lá e ela estava fechada. Preocupei, mas sentei na mureta e fiquei esperando. Uns 5 minutos depois chegou um casal de japoneses, depois um outro de nacionalidade que não consegui identificar, depois mais um casal mexicano e por fim, uma senhora também mexicana. Às 7h10 a menina veio abrir a agência, conferir nossos bilhetes e dar o aval para o motorista. Entramos os 8 malucos numa van, às 7h20 da manhã, num frio danado, indo para um lugar ainda mais frio que era o Mont Saint Michel.
O motorista falava inglês e espanhol (pra variar, eu era a única do grupo que não falava inglês, mas apesar dos mexicanos falarem, eles se sentiram mais a vontade falando espanhol, o que fez eu não me sentir tão estranha no ninho). São mais de 3 horas até lá! Muito chão! Paramos num posto de gasolina para tomar um café e ir ao banheiro e depois, pé na estrada. Dormi, acordei, dormi de novo e ainda estávamos no caminho!
Finalmente depois de quase 4 horas de viagem, chegamos ao estacionamento que fica bem distante do Monte propriamente dito (antigamente os carros podiam chegar até bem perto, mas por causa do peso na ponte que dava acesso ao lugar, eles resolveram proibir os veículos de irem até lá). Dali andamos mais ou menos 1 quilômetro até um ônibus gratuito que nos deixa mais perto do monte. Ainda assim, andamos mais 1 quilômetro.  Finalmente, lá estava ele! 


O frio até que deu uma trégua e não estava tão absurdo como achei que poderia estar, só uma blusa de manga comprida de lã e um casaco deram conta . O motorista nos deixou no início da subida, nos deu o ingresso da Abadia, ao qual tínhamos direito ao comprar o passeio e foi embora. Disse que nos encontraria no carro às 16h. Eram 12h e teríamos bastante tempo para ver tudo, pois na verdade, não há muito o que ver, além da Abadia.



A história do Monte é a seguinte: Em 708, o bispo de Avranches, depois de um sonho, mandou construir um santuário para Saint Michel no topo do Monte. A partir daí, o lugar passou a ser um local importante de peregrinação e no século X os beneditinos foram para a abadia. Foi só então que se desenvolveu a aldeia no sopé do monte. Por conta de suas muralhas e também das marés que sobem numa velocidade incrível, o Monte era considerado um Forte quase impenetrável, tanto que durante um tempo, ele funcionou como prisão. Em 1979, tornou-se patrimônio mundial da Unesco.


O  lugar é bonito, não há dúvida, mas eu esperava um pouco mais, principalmente do seu entorno. Achava que existiam várias ruazinhas antes de se chegar ao topo, mas na verdade existe apenas uma rua onde se concentra o comércio da região, com restaurantes, lanchonetes e aquelas lojinhas de lembrancinhas do tipo “viu uma, viu todas”. O passeio é bonito e  cansativo (sobe, sobe e sobe!). Cheguei ao topo e fui visitar a Abadia chamada de “La merveille” (em francês, significa “a maravilha”), porém, eu esperava algo mais suntuoso, mais maravilhoso (acho que tenho que parar de ter expectativas sobre os lugares, talvez assim eu aproveite mais as visitas), mas de qualquer maneira, rendeu belas fotos. Pena que hoje não tinha maré alta, então só se via um grande pântano em volta do monte.



Estão fazendo uma grande obra no Monte, com a intenção de construir uma ponte mais alta e uns diques que consigam controlar a força das águas para que elas não destruam tudo.
Depois da Abadia, fui passear na única ruazinha do lugar, fui às lojinhas, especialmente a “Le mére Poulard” que é restaurante de um lado e loja do outro. Essa é a marca mais famosa daqui. Conta a lenda que a senhora Poulard abriu um restaurante para receber os peregrinos e servir a eles um omelete que era fonte de energia, fácil de fazer e podia ser feito a qualquer hora do dia ou da noite. Esse omelete ficou famoso e hoje em dia é a marca registrada do Monte. Eu acabei nem comendo, pois o achei caro e vi que ele era meio mole por dentro, então achei melhor comer um crepe mesmo. Mas comprei os caramelos de manteiga salgada que também são típicos da Normandia.



Tirei muitas fotos, encontrei dois casais de brasileiros pelo caminho com quem conversei um pouco, fui ao “Museu do mar e da Ecologia” que conta toda a história do Monte, da sua flora, sua fauna, da Mére Poulard e ainda tem uma exposição de diversas embarcações interessantes.




Na saída, reencontrei o casal de mexicanos que vieram comigo e fomos juntos até o estacionamento, o que foi ótimo, pois conversamos um pouco e treinei meu “portunhol”. Descobri que me comunico melhor em francês, embora entenda bem melhor o espanhol.  Mais 3 horas para voltar, já de noite, e como os radares não funcionam na estrada à noite, o motorista sentou o pé e mesmo com a parada no posto, fizemos em menos de 3 horas!
No geral, o passeio foi bom. Eu queria muito conhecer o Mont Saint Michel e foi um sonho realizado, mas estou com a sensação de não estar tão feliz com essa viagem como estive das outras vezes. Talvez tenha a ver como o clima, já que o frio traz em si uma certa melancolia.
A Bientôt! 

VIAGEM REALIZADA EM NOVEMBRO DE 2012

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Rouen: a cidade de Joana D`Arc

Bonjour, amigos!

Sábado fui à uma cidadezinha aqui perto de Paris chamada Rouen. Ela ficou famosa por ter sido o local onde Joana D'Arc foi queimada.
O passeio começa na Gare Sait Lazare, em Paris (se for de metrô, ao saltar na estação Gare Saint Lazare, que é a última da linha 14, você terá de seguir as placas que dizem “trains grandes lignes” pois é preciso sair da estação de metrô para poder entrar na Gare, que fica ao lado.) Ao sair você verá um stand da SNCF que é onde se compra a passagem. Peça Rouen Rive Droite para poder saltar na estação correta (comprei “aller et retour”= ida e volta por 42 euros. Dizem que há promoções se comprar antes, pela internet), aí é só esperar o número do “voie” (plataforma) aparecer no quadro de “départs” (partidas), compostar o bilhete na máquina amarela na frente da plataforma e entrar no trem. 1h20 depois você chegará a Rouen. Na Gare de lá não há informações turísticas, mas há um pequeno balcão de informações onde peguei uma xerox de um pequeno mapa e perguntei para que lado era a rua principal chamada Rue Jeanne D'Arc (original, não?) e como eu chegava na Catedral de Notre Dame de Rouen, onde se pode conseguir gratuitamente o mapa turístico da cidade.



Fui seguindo a Rue Jeanne D'Arc e, logo no início, a esquerda, vi a Torre Jeanne D'Arc que foi o local onde a heroína ficou presa até ser queimada. Tive que parar e entrar! Descobri que essa torre foi o que sobrou de um castelo que havia sido construído, em 1204, sobre ruínas de um anfiteatro galo-romano do século II d.C., contudo, no século XVI, depois de ser parcialmente destruído por um incêndio e por conta de algumas disputas religiosas, foi ordenada a demolição do castelo. O que restou dele foi a Torre, com 35 metros de altura e mais de 100 degraus para subir.




São 3 pavimentos. Todos contando um pouco da história de Joana D'Arc e de como ela se tornou o mito que é hoje. O ingresso custa 1,50 e é uma visita bem interessante, principalmente para quem gosta dessa parte da história da França!



Saí da Torre e voltei para a rua principal. A arquitetura da cidade é bonita, bem no estilo normando, com aquelas fachadas vermelhas que a gente vê em livros. Até a livraria da cidade é uma atração arquitetônica! Passei por um parque muito simpático com um laguinho com cachoeira e cisnes. Encantador!


Parei em uma Boulangerie (uma mistura de padaria, confeitaria e café) chamada “Paul”, que tem filiais em Paris também, e comi uma tortinha de framboesa (deliciosa!!!) acompanhada de um cappuccino. Andei mais um pouco e vi, também a esquerda, o Palais de la Justice. Um prédio lindo!!!



Continuando pela rua principal, de repente, a esquerda (sempre!) apareceu a famosa Torre do Relógio. Fascinante! O relógio marca a hora, o dia da semana e a fase da lua.


Se você entrar nessa rua da Torre (rue du Gros Horloge) e passar por baixo da Torre do Relógio vai chegar a Catedral de Notre Dame de Rouen, que foi imortalizada nas pinturas de Monet. Dizem que é a mais bonita da França. Realmente ela é belíssima, mas ainda gosto mais da de Paris. Seu estilo é bem gótico e seu interior é gigantesco. E lindo! Uns vitrais de tirar o fôlego, pena que as fotos não conseguem dar essa dimensão.




Saí de lá e, logo em frente, há um Office de Tourisme, onde se pode pegar o mapa da cidade. Há versões em inglês e espanhol. Através do mapa descobri que, voltando para o outro lado da rua do relógio, pode-se ver um Museu dedicado a Joana D'Arc. Quando eu cheguei na frente do museu, achei que era só uma lojinha de souvenirs, mas o museu fica dentro dela. A entrada custa 4 euros. Ali se pode ouvir a história da vida da heroína (desde o início, quando ela recebeu o primeiro chamado até sua morte na fogueira em 1431) através de vários bonecos de cera com audio em inglês, francês, italiano e alemão. E só! Nada de espanhol. Português, então, nem pensar! Nessas horas eu agradeço ter feito curso de francês.




Eu adorei o museu. Fiquei quase duas horas lá e ele nem é tão grande. Em frente ao Museu existe uma Igreja (adivinhem o nome dela?) que foi construída no local onde Joana D'Arc foi queimada. Inclusive, do lado de fora, há uma estátua dela, em tamanho natural, no lugar exato onde ela foi morta. Através de escavações, descobriram que ali era o velho mercado, onde, em épocas remotas, os condenados eram expostos à vergonha pública e eram mortos, por enforcamento ou queimados. A Igreja tem um design super moderno e foi inaugurada em 1979. Seu arquiteto quis dar ao seu interior a forma de um barco, há pequenos vidros em formato de peixe. O exterior lembra vagamente um elmo, usado por Joana D'Arc nas guerras. Há vitrais que vieram da Igreja de São Vicente, cujas ruínas podem ser vistas em um canto da Igreja. Quem diria que uma mulher que foi queimada como herege viraria santa canonizada pela Igreja e tudo!




Ainda havia mais coisas para ver na cidade, mas eu estava cansada e queria voltar para casa para arrumar as malas, afinal, domingo, eu teria de sair do apto e tinha que deixar tudo em ordem. Então, voltei para a Gare, comi algo por lá mesmo e peguei o trem para Paris. A volta foi mais rápida e em uma hora eu já estava na Gare Saint Lazare. Ir a Rouen é um passeio para quem passa mais tempo aqui em Paris ou para quem não está vindo pela primeira vez. Passei uma tarde bem agradável e, de quebra, ainda aprendi um monte de coisa sobre a vida dessa mulher que foi tão importante para a História da França.

A Bientôt!

VIAGEM REALIZADA EM AGOSTO/SETEMBRO DE 2010